Babel CBL ganha edital de R$ 1 milhão

Bogotá vai dar o pontapé inicial, em abril, à série de homenagens que serão feitas ao Brasil em feiras do livro - será seguida por Frankfurt em 2013 e por Bolonha no ano seguinte. A participação na feira colombiana vai custar cerca de R$ 2 milhões ao MinC e ao Itamaraty e um grupo de trabalho da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), com representantes de outras entidades do livro, vem discutindo o assunto desde o ano passado. Mas era preciso que alguém com know-how viabilizasse o projeto: a organização de um pavilhão de 3 mil m² oferecido para que o Brasil mostrasse sua produção cultural. Pensando nisso, a FBN publicou um edital no Diário Oficial de 13/10 em que convidava empresas sem fins lucrativos a inscreverem, nos 15 dias seguintes, projetos para ajudar a "expandir o conhecimento da literatura e cultura brasileira no exterior (...)". A Federação Democrática Internacional das Mulheres propôs uma feira de livro dentro de um congresso e foi desclassificada porque a ideia não tinha a ver com o edital. Restou um projeto: o da Câmara Brasileira do Livro - entidade sem fins lucrativos que representa editoras e livrarias privadas -, com ações específicas para a Feira de Bogotá. Ela terá R$ 1 milhão para conceber e produzir o pavilhão, criar a identidade visual e materiais diversos, imprimir folhetos, comprar passagens aéreas para os autores, entre outros afazeres. Não devem se preocupar com hospedagem: a feira dá 300 estadias ao país convidado. O coordenador ainda não foi contratado, mas Guiomar de Grammont será a curadora. "A CBL está entrando com expertise. Estamos indo para mostrar o mercado brasileiro", diz Mansur Bassit, diretor da entidade. Os livros que chegarem à CBL até 10 de março serão levados para serem vendidos lá sem custo para a editora. Seja ela associada ou não, garante Mansur. A FBN desconhece essa parte do acordo.

O Estado de S.Paulo

14 de janeiro de 2012 | 03h13

E-BOOK I

Japão de olho no Brasil

A notícia de que o Brasil vem investindo em livro digital chegou ao Japão. Uma empresa chamada SmartEBook tem procurado editoras brasileiras para oferecer seus serviços de distribuição global de e-books para leitura no telefone celular. A empresa tem sede em Tóquio, escritórios nos Estados Unidos, China, Cingapura e Austrália, um representante que escreve perfeitamente português e, possivelmente, a informação de que há mais celulares do que gente no Brasil e de que os smartphones já chegaram até a classe C.

E-BOOK II

Investimento existe, mas...

O mercado de livro digital está amadurecendo por aqui e algumas escorregadas ainda são justificáveis. Outras, nem tanto. Uma busca simples com a palavra "e-book" no site Reclame Aqui resulta em nada menos do que 2.140 entradas. Há reclamações de toda sorte: e-books que travam no final ou que não são compatíveis com os leitores, cliente que compra um livro e recebe outro, ou, o que seria impensável, e-books que demoram mais para chegar aos leitores digitais do que a versão impressa levaria viajando de São Paulo ao Oiapoque, por exemplo.

E-BOOK III

Vila, a próxima

Depois da Livraria da Travessa, que começou a vender livro digital esta semana, a próxima a incluir o produto em seu portfólio deve ser a Livraria da Vila. O e-commerce nunca foi o forte da rede paulista, que tem seis lojas na capital, se prepara para abrir a sétima este semestre e procura espaço para outras duas. Mesmo assim, Samuel Seibel garante que o trabalho está avançado e que seus clientes podem esperar novidades para o começo do segundo semestre.

INFANTIL

O Nobel e o tatu

Em 1927, o Nobel de Literatura de 1907

Rudyard Kipling passou algumas semanas no Brasil. Antes de ir embora, ganhou um tatu-bola. Uns dizem que ele, encantado com o inusitado presente, agradeceu e deixou o bicho aqui. Outros, que ele exibia o souvenir brasileiro pelas ruas de Londres. Esse não seria, porém, seu primeiro contato com a espécie, que virou protagonista de um dos contos de Just Stories (1902). A Origem do Tatu será editado este ano pela Musa, que dele já lançou O Elefante Infante. Laura Cardoso cuida das ilustrações e Adriano Messias traduz o conto. A edição será trilíngue - português, inglês, francês - e deve vir acompanhada de uma tatuagem falsa.

FUTEBOL

Chute certeiro

São Marcos de Palestra Itália, obra de Celso de Campos Jr. sobre o goleiro recém-aposentado, ainda não teve um lançamento, mas os números já impressionam. A primeira tiragem (3 mil livros) esgotou em duas semanas. Outros 15 mil acabam de ser vendidos pela Realejo a duas grandes distribuidoras.

LIVRARIA

Fica o filme, mudam os leitores

Janeiro costuma ser fraco tanto para venda de livros quanto para estreia de (bons) filmes. No Espaço Unibanco da Augusta, dois longas em cartaz desde setembro e outubro - Um Conto Chinês e A Pele Que Habito - ainda ocupam as salas principais. Isso está levando um público diferente ao local e afastando temporariamente os habitués. A mudança foi sentida pela Livraria do Espaço, que já registra vendas 50% maiores do que as de janeiro passado.

LEITURA

Pega aqui, deixa ali

São Paulo está experimentando um novo projeto de bookcrossing. Lançado em 22/12, o De Mão Em Mão tem dois pontos para a retirada dos livros: os terminais de ônibus Mercado e Lapa. A ideia é que a obra circule, podendo voltar ou não para esses locais. Por enquanto, apenas uma coletânea de contos de Machado de Assis feita especialmente para a iniciativa (200 mil exemplares) integra o projeto da Secretaria de Cultura do município e da Editora da Unesp, com apoio da SPTrans. Em média, são dados 300 livros por dia. Dos 8 mil já distribuídos, 90 foram devolvidos.

MARIA FERNANDA RODRIGUES

mariaf.rodrigues@grupoestado.com.br

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