Babel Brasileiros debatem intolerância racial em Israel

Em fevereiro, um grupo de 12 historiadores brasileiros segue para Israel para uma semana de debates com pesquisadores de lá acerca das consequências do antissemitismo, da intolerância racial e da xenofobia. O convite foi feito pela Associação Aliança Cultural Brasil Israel e a viagem é o primeiro desdobramento do decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff em janeiro, que prevê acordos culturais entre os dois países. Um dos pedidos do governo israelense é que o Brasil inclua o tema do Holocausto nos currículos escolares e que os livros didáticos distribuídos para o Ensino Fundamental tratem do antissemitismo e de outras formas de racismo. Entre os pesquisadores selecionados, dois jornalistas recém-integrados ao grupo de investigadores do passado recente do País: Lucius de Mello, autor de Travessia da Terra Vermelha (Novo Século), romance inspirado nos judeus europeus que precisaram virar agricultores para serem aceitos no Brasil durante a 2.ª Guerra Mundial, e Roberto Lopes, que escreveu Anjos e Safados no Holocausto (Lafonte) e Diplomatas e Espiões (Discovery), sobre a influência nazista no Ministério das Relações Exteriores.

MARIAF.RODRIGUES@ESTADAO.COM, O Estado de S.Paulo

10 de novembro de 2012 | 02h11

MARIA FERNANDA RODRIGUES

HISTÓRIA 2

Três décadas em análise

Moishe Postone, professor de história da Universidade de Chicago, vem ao Brasil em agosto de 2013 para lançar, pela Boitempo, Time, Labor and Social Domination: A Reinterpretation of Marx's Critical Theory. Conhecido por sua pesquisa em teoria social, especialmente sobre antissemitismo, transformações globais contemporâneas e história intelectual da Europa moderna, ele investiga agora categorias de Karl Marx, como commodity, trabalho e capital no contexto das transformações das últimas três décadas.

PRÊMIO

Goncourt na 34

Le Sermon Sur la Chute de Rome, obra de Jérôme Ferrari que ganhou esta semana o prêmio francês Goncourt, será publicado no Brasil pela 34 em 2013. O contrato foi assinado na última Feira de Frankfurt.

LEITURA 1

Livros acessíveis em mais lugares

A Fundação Dorina Nowill para Cegos anuncia hoje, no Teleton, a abertura de filiais pelo Brasil em 2013. A iniciativa é o resultado de parceria que acaba de assinar com a Associação de Assistência à Criança com Deficiência (AACD). Os locais ainda serão definidos, mas a ideia é montar uma rede de reabilitação e na sequência investir na distribuição de livros acessíveis - um de seus projetos mais importantes.

LEITURA 2

A experiência brasileira

Elogiada por entidades como a Associação Internacional de Editores, a Fundação Dorina Nowill participa da Reunião Anual do Consórcio Daisy e da Assembleia Geral da World Blind Union na próxima semana em Bangcoc. Na quarta, representantes da fundação falam sobre livros didáticos digitais subsidiados pelo governo.

REVISTA

As próximas edições da Granta

Depois de Medidas Extremas, já nas livrarias, a Alfaguara prepara as próximas edições da Granta. Em julho, lança Melhores Jovens Autores Britânicos. E em novembro, por sugestão do editor John Freeman, um número sobre o Líbano - segundo ele, edições sobre países ou cidades vendem muito bem. Em 2014, haverá um título sobre traição.

ROMANCE

A volta de Restrepo

Último livro da colombiana Laura Restrepo, Hot Sur sairá aqui pela Bertrand Brasil no fim do primeiro semestre de 2013. É a volta da autora ao grupo editorial que a lançou no País - a Record publicou, no fim dos anos 1990, Doce Companhia e os seguintes saíram pela Companhia das Letras. A obra conta a saga de três imigrantes latinas nos Estados Unidos.

JUVENIL

Outros lixões

Trash, livro do britânico Andy Mulligan que se passa num lixão nas Filipinas, concorre ao Carnegie Medal, importante prêmio da literatura infantojuvenil. Os direitos já foram vendidos para o cinema e o Brasil é cotado como uma das possíveis locações do filme. A Cosac Naify lança a obra aqui em 2013.

MARKETING

O "novo Saramago"

Impressionada com a quantidade de gente no debate do Mia Couto na terça, em São Paulo, a Companhia das Letras não medirá esforços para transformar o moçambicano em um novo José Saramago. A orientação foi dada ali mesmo aos funcionários.

COLABOROU UBIRATAN BRASIL

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