Babel

'Pau de Arara', escrito durante a ditadura, enfim sai no País

Maria Fernanda Rodrigues - O Estado de S. Paulo,

28 de junho de 2013 | 19h12

Publicado na França e no México mas não aqui, Pau de Arara – A Violência Militar no Brasil, escrito em português pelo jornalista Bernardo Kucinski e pelo historiador Ítalo Tronca em 1970, finalmente vai ganhar edição brasileira. Sai no fim de agosto, abrindo a série Cadernos Perseu, que vai resgatar obras fundamentais para a compreensão da luta política. Curioso que o livro está sendo traduzido do espanhol. Além do material original, haverá textos críticos e outro sobre como ele foi escrito, contrabandeado para o exterior e editado. Kucinski é também autor de K., uma das raras ficções situadas na ditadura militar. Editado pela Expressão Popular (4.200 exemplares impressos), ele ganhou menção honrosa no Prêmio Portugal Telecom em 2012 e entra, em 2014, no catálogo da Cosac Naify – a nova edição trará, ainda, 25 contos. K. também inicia sua trajetória internacional. Sai em alemão para a Feira de Frankfurt e o autor participa de intenso tour para divulgá-lo.

MERCADO – 1

Novatos bem-vindos

Com a edição do primeiro livro cada dia mais possível especialmente pela crescente oferta de serviços de autopublicação, a agência literária MTS, que tem recebido muitos originais de aspirantes a escritor, resolveu criar departamento para orientar e prestar serviços para novos autores. Natalie Araujo Lima, ex-Rocco, é a titular do cargo.

MERCADO – 2

Oferece-se

O Clube dos Autores, maior site de autopublicação da América Latina, lança plataforma para profissionais do livro. Tradutores, revisores, diagramadores, capistas, etc, podem oferecer sua mão de obra.

ENSAIO

Machado quem?

O Itaú Cultural pediu que professores de literatura brasileira no exterior escrevessem sobre a primeira experiência no quadro negro. O resultado poderá ser conferido em fevereiro de 2014 no livro A Primeira Aula. Entre os autores, Carmen Villarino, José Luiz Passos, João Cezar de Castro Rocha e Peter Schulze.

ROMANCE

No princípio era o pó

Marcelino Freire mudou o título de seu primeiro romance. Só o Pó virou Nossos Ossos. Com os originais entregues para a Record, ele foi para a Argentina esta semana lançar a tradução de Contos Negreiros.

BIOGRAFIA

Cartunista sonhador

Sai em agosto, pela Globo, Will Eisner – A Dreamer’s Life. É a história de Eisner (foto), criador de Spirit e de outras HQs, assinada por Michael Schumacher – não o piloto de F-1.

TRADUÇÃO

Holanda quer entrar

Equipe do Nederlands Letterfonds, órgão oficial da Holanda para a promoção de sua literatura, está no Brasil esta semana para conversar com editores. A ideia é organizar um pequeno festival aqui em 2015, com autores de lá. Poderá começar na Flip e continuar em São Paulo ou no Rio. Mas para isso é preciso ter algumas obras traduzidas no País, claro. E isso não é fácil. No ano passado, nessa mesma época, a equipe também veio ao Brasil, mas quase nada de concreto foi fechado. E olha que eles subsidiam as traduções.

*

A aposta é nos autores Tommy Wieringa, Peter Buwalda e Herman Koch. De Koch, a Intrínseca lança o best-seller O Jantar.

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