Lucas Allen/Divulgação
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Aventuras Musicais

A atriz e bailarina alemã Ute Lemper apresenta em São Paulo 'Kabarett', uma viagem aos míticos anos 20

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

02 de junho de 2011 | 00h00

Um problema de saúde impediu que a cantora e atriz alemã Ute Lemper se apresentasse em São Paulo, em março - uma laringite aguda até a levou a fazer exames no hospital Albert Einstein. Por conta disso, ela foi obrigada a também cancelar apresentações em outras praças, como Hong Kong. Recuperada e disposta a honrar seus compromissos, Ute apresenta-se hoje no Teatro Municipal de Sorocaba e amanhã em São Paulo, na Via Funchal.

Ute vai apresentar o espetáculo Kabarett, com músicas de Kurt Weill, Bertolt Brecht, Jacques Brel e Edith Piaf. Acompanhada pelo pianista Vana Gierig e por Tito Castro no bandônion, ela pretende oferecer uma viagem aos anos 1920: o espectador é transportado para um cabaré da República de Weimar, período artístico e intelectual da Alemanha de grande efervescência.

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Fascinada por pintura, especialmente o expressionismo e o surrealismo, Ute Lemper é uma artista de muitos talentos - gosta também de dançar, o que a permitiu participar dos principais musicais dos últimos anos, como Chicago, Cabaret e O Anjo Azul. Também é uma atriz de prestígio, exibindo em seu currículo participações em filmes de diretores respeitáveis, como A Última Tempestade, de Peter Greenaway, e Prêt-à-Porter, de Robert Altman.

Seu mais recente trabalho homenageia o escritor Charles Bukowski (1920-1994), um dos decanos da contra cultura americana - seu estilo direto, muitas vezes obsceno, mas carregado de uma poética ao mesmo tempo romântica e sórdida encantou a cantora, que se baseou em seus escritos para compor um espetáculo que, promete, poderá vir ao Brasil. É o marginal contestatório que interessa a Ute Lemper, ainda que, em sua carreira, tenha flertado com mainstream.

Apesar de transitar por artes diversas, foi no canto que ela conquistou a consagração internacional. A facilidade com que transita em diversos idiomas e formas de canções tornou-a versátil e irrequieta - pesquisa, agora, a obra do bandoneonista e compositor argentino Astor Piazzolla (1921-1992). Sobre esse trabalho e sua volta a São Paulo, onde esteve em 2001, Ute Lemper conversou, por e-mail, com o Estado.

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