Autores, uma celebração da invenção

Vestida para Casar

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

26 Fevereiro 2013 | 02h10

15H55 NA GLOBO

(27 Dresses). EUA, 2007. Direção de Anne Fletcher, com Katherine Heigl, James Marsden, Malin Akerman,

Edward Burns, Judy Greer.

Katherine Heigl ama secretamente o chefe, mas sua irmã é mais rápida e conquista o cara. A heroína, então, prepara-se para ser madrinha - será seu 27º vestido de acompanhante. Felizmente, ela tem um amigo - e Katherine forma uma dupla simpática, senão realmente divertida, com James Marsden. Dá para ver. Reprise, colorido, 106 min.

Difícil de Matar

22H45 NO SBT

(Hard to Kill). EUA, 1990. Direção de Bruce Malmuth, com Steven Seagal, Kelly LeBrock, Bill Sadler, Frederick Coffin.

Steven Seagal dá uma de Bruce Willis, que é mais duro de matar, e faz sicário ligado à Máfia. Atingido, o herói entra em coma e, quando desperta, sete anos depois, sua mulher foi morta por policiais corruptos. Adivinhe se o homem do rabo de cavalo não vai pegar em armas para se vingar. Kelly era uma deusa na época de A Dama de Vermelho. Botocou-se, perdeu a forma, virou uma caricatura de si mesma. Decididamente, o casamento com Seagal (na vida) não lhe fez bem. Reprise, colorido, 100 min.

Revolução da Arte Feminina - 2ª Parte

0 H NA CULTURA

(Woman Art Revolutiuon). EUA, 2010. Direção de Lynn Hershman-Leeson.

A emissora exibe a segunda parte do documentário que começou a mostrar ontem - e que aborda o impacto do feminismo na arte da segunda metade do século 20. Reprise, colorido e preto e branco, 43 min.

TV Paga

Este Mundo É Um Hospício

14 H NO TCM

(Arsenic and Old Lace). EUA, 1944. Direção de Frank Capra, com Cary Grant, Priscilla Lane, Raymond

Massey, Peter Lorre, Josephine Huff, James Gleason.

Capra deve sua fama a comédias altruístas pelas quais os críticos não têm muito apreço, mas que são boas, como A Felicidade não se Compra e Do Mundo Nada Se Leva. E a verdade é que ele foi um ententainer de primeira - quando não estava ocupado em exercitar os bons sentimentos, era capaz de surpreender com o humor negro (e feroz) do cartaz de hoje da TV paga. A trama coloca Cary Grant às voltas com duas tias, velhinhas muito doces e simpáticas que convidam homens solitários para tomar seu licor com uma pitada de arsênico. O filme foi rodado em 1942, com parte do elenco que representava a peça de Joseph Kesselring na Broadway, mas só pôde ser lançado dois anos depois, quando o espetáculo já saíra de cartaz. Grande diversão, grandes interpretações, grande tudo. Reprise, preto e branco, 118 min.

A Árvore da Vida

19H30 NO TELECINE CULT

(The Tree of Life). EUA, 2011. Direção de Terrence Malick, com Brad Pitt, Sean Penn, Jessica Chastain, Fiona Shaw, Hunter McCracken.

Terrence Malick ganhou a Palma de Ouro em Cannes por este drama (tragédia?) que acompanha uma típica família norte-americana dos anos 1950. O pai é dominador e trata os três filhos com dureza. A mãe, pelo contrário, é a própria doçura. Décadas mais tarde, a vida familiar ainda inferniza Sean Penn, que cresceu traumatizado pela violência doméstica. Malick cria imagens líricas e recorre à figura do narrador, duas características do seu estilo. Ele também procura dar dimensão cósmica à história privada, incorporando ao relato os próprios mistérios do universo. Há quem considere o filme uma obra-prima, mas só se for da empulhação. Vale ver, de qualquer maneira, nem que seja para conferir o trabalho de Jessica Chastain. Em um par de anos, ela virou uma grande estrela fazendo só filmes autorais nos EUA. Agora mesmo, pode ser vista em A Hora Mais Escura, de Kathryn Bigelow, que a candidatou para o Oscar vencido por Jennifer Lawrence (de O Lado Bom da Vida), na madrugada de ontem. Há outra Árvore da Vida - de Edward Dmytryk, de 1957, com Elizabeth Taylor e Montgomery Clift -, que vive passando no mesmo canal. Reprise, colorido, 140 min.

O Gigante da América

1H15 NO CANAL BRASIL

Brasil, 1980. Direção de Júlio Bressane, com Jece Valadão, José Lewgoy, Paulo Villaça, Wilson Grey, Rogéria, Colé Santana, Suzana de Morais, Maria Gladys, José Lino Grunwald.

Considerando-se que as atrações de hoje da TV paga são todas de filmes autorais, nada melhor que um filme brasileiro, e de Júlio Bressane, para fechar o trio de destaques. Nome importante do cinema underground, Bressane incursiona aqui pela obra de Dante e faz sua versão da Divina Comédia, mostrando a alma de um caboclo que ingressa no mundo dos espíritos e atravessa as dimensões do inferno, paraíso e purgatório. O gigante se envolve com Carlos Gardel e o Conselheiro Aires (personagem famoso de Machado de Assis). No fim da vida, já velho, dissolve-se em luz. Há um mistério da luz que percorre o cinema de Bressane. Talvez a complexidade do Gigante deva ser analisada a partir daí. Não é programa para quem gosta de histórias lineares, com começo, meio e fim, mas, se você curte a investigação da linguagem, pode se sentir tentado a viajar nos signos que o cineasta coloca na tela (e que não deixam de ser signos de sua erudição). Reprise, colorido, 101 min.

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