A obra de Millôr Fernandes, multifacetada, está dividida entre diversos gestores diferentes. Essa parte que vai para o Instituto Moreira Salles (IMS) é apenas a que compreende a arte gráfica do artista.

18 de março de 2013 | 02h09

Mas Millôr produziu muito. Em literatura, por exemplo, ele possui 21 "livros vivos" (ainda em catálogo, e 130 livros não encontráveis, fora de catálogo). Enquanto vivo, Millôr foi um autor meio cigano e sua obra acabou espalhada por aproximadamente 18 editoras. Hoje, quem cuida dessa parte literária é a agente Lucia Riff, da Agência Riff, que organiza reedições e edições de inéditos.

A Agência Riff foi uma das primeiras empresas do ramo literário no Brasil e assumiu o trabalho no ano passado. "Achava que conhecia a produção do Millôr mas continuo me emocionando com o que encontro", disse Lucia, ao tomar contato com o legado.

Ela contou que já tinha feito uma primeira tentativa de agenciar Millôr, quando este ainda era vivo. "Ele foi de uma gentileza enorme, me presenteou com livros, mas percebi o seguinte: ia ser fácil ganhar o amigo, não o cliente. E desisti. O próprio Millôr não via a própria obra como um conjunto que pudesse ser reintroduzido ao público."

Já a produção para o teatro, que foi deixada pelo artista sob os cuidados da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (Sbat), hoje foi passada para a administração da Associação Brasileira de Música e Artes (Abramus). / J.M.

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