Autor francês vence o Goncourt

O escritor francês Jérôme Ferrari foi anunciado ontem como vencedor do Prêmio Goncourt, o mais importante da temporada literária francesa, pelo romance Le Sermon sur la Chute de Rome ("Sermão sobre a Queda de Roma", em tradução livre).

PARIS, O Estado de S.Paulo

08 de novembro de 2012 | 02h09

O livro narra a tentativa de reviver um povoado localizado em região montanhosa da Córsega. Outros três finalistas concorriam à premiação: L'Âme de Fonde, da vietnamita Linda Lê; Peste & Choléra, do francês Patrick Deville; e La Vérité sur l'Affaire Harry Quebert, do suíço Joël Dicker.

O anúncio oficial foi feito ontem por volta do meio-dia, em um encontro do secretário-geral do Goncourt, Didier Decoin, com a imprensa. Mas a vitória de Ferrari era dada como certa desde que, há alguns dias, alguns tuítes davam conta da presença do autor, que mora em Abu Dabi, na França.

Professor na Argélia e depois na ilha de Córsega, onde ambienta seu romance premiado, Jérôme Ferrari é um autor prolífico, que já tem quatro romances publicados, sempre pela editora Actes Sud.

Le Sermon sur la Chute de Rome empresta seu título de um sermão proferido por Santo Agostinho no ano 410, após a tomada de Roma pelos visigodos, explica o autor em seu site. O primeiro eixo narrativo do livro começa em 1918 e segue até o início do século 21, acompanhando um personagem que atravessa todo esse período buscando caminhos alternativos; o segundo, por sua vez, gira em torno de um povoado corso no qual alguns jovens tentam recuperar um bar cujos antigos donos faliram. No terceiro elemento do livro, que dá a ele seu título, o autor disse que buscou explorar "o modo como os mundos nascem, crescem e morrem, incluindo aqueles que, como a Roma da época de Santo Agostinho, pareciam indestrutíveis".

Ferrari, assim como os demais autores que concorriam ao prêmio, ainda não tem livros publicados no Brasil. A vitória no Goncourt lhe garante, agora, uma nova tiragem de 300 mil exemplares para o livro. A Academia Goncourt é presidida atualmente por Edmonde Charles-Roux. / EFE

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