Autor de um homem que grita descobre o País

Mahamat Saleh Haroun esteve na Bahia e agora participará de encontro para falar de cinema africano no Rio

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

08 de novembro de 2010 | 00h00

Na quinta-feira à noite, Mahamat Saleh Haroun recebeu, na Cinemateca Brasileira, o Prêmio Humanidade da Mostra. Fez um discurso emocionante sobre a importância da fabulação, da comunicação oral, na cultura africana.

Haroun é um grande contador de histórias. Só que elas, nos seus filmes, são minimalistas. Justeza de tom, nenhum excesso - como as dos filmes dos autores que ama, Friedrich W. Murnau, Robert Rossellini, Robert Bresson. No dia seguinte, o diretor do Chade viajou para a Bahia. Queria conhecer, em Salvador, a força da cultura negra no País. Esta semana, estará no Rio, participando de um debate (leia ao lado).

Um Homem Que Grita, o grande filme de Haroun, pega carona no clássico de Murnau, A Última Gargalhada. Mas é só um ponto de partida. Segue outro rumo, depois. O Homem estreia dia 19 como cartão de visitas da nova distribuidora Bonfilm, de Christrian Boudieu. A Bonfilm poderá trazer outros filmes de Haroun - Bye Bye Africa e Darrat, Dry Season. O cinéfilo, antecipadamente, agradece.

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