Autonomia dos cineastas é discutida

Autonomia dos cineastas é discutida

A aplicação de testes de audiência leva a um inevitável debate: até que ponto o diretor deve ouvir o público e entregar o que ele quer? Fazer concessões seria uma subordinação do cineasta à vontade alheia?

Rafael Moraes Moura, O Estado de S.Paulo

02 de abril de 2010 | 00h00

"Se eu filmasse a história de Jesus Cristo, com certeza a audiência iria me pedir pra não matar o mocinho barbudo no final, mas todos sabem que essa é a história mais bem-sucedida da humanidade", afirma Jefferson De, que participou do projeto com Bróder ? previsto para estrear no segundo semestre.

Para Fresnot, de Família Vende Tudo (também com estreia prevista para o segundo semestre), há casos em que o teste não deveria ser realizado. "Quando você faz um filme essencialmente autoral, sem preocupação em relação à bilheteria, não cabe", diz. Um dos idealizadores do Teste de Audiência, Barbieri não vê riscos de se perder a liberdade criativa. "A palavra final continua sendo a do diretor, a plateia dá indicativos, não há imposição e sim diálogo", avalia.

Em Brasília, a média é de 200 espectadores a cada sessão. Com o sucesso de público, Barbieri e Curi pretendem levar o projeto para ainda mais lugares, como Rio de Janeiro e São Paulo. Em breve, em uma sala perto de você.

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