Augusto Boal diz ter fôlego para mais 70 anos

Na sexta-feira, o diretor e dramaturgo Augusto Boal - criador do Teatro do Oprimido - comemorou 70 anos de idade. Em plena atividade. Acabara de chegar de uma longa viagem pela Europa e, como sempre, para ficar pouco tempo no Brasil. Na próxima sexta, ele viaja novamente, desta vez para o Estado do Nebraska, nos EUA, onde participa da 6.ª edição do Festival de Teatro do Oprimido. De lá vai para Los Angeles e depois atravessa o oceano para acompanhar, na Áustria, um outro festival do gênero, desta vez itinerante.Exibindo invejável energia, Boal diz que jamais colocaria, como o poeta Pablo Neruda, o título Confesso que Vivi em sua autobiografia. "Confesso que quero viver seria mais apropriado! Tenho projetos para mais 70 anos", brinca. Daí o nome da exposição Augusto Boal: os Próximos 70 Anos reunindo fotos, textos, cartazes e programas de peças que será inaugurada hoje à noite, no Conjunto Cultural da Caixa, no Rio.A exposição dá início a uma série de eventos em comemoração ao aniversário do autor de Murro em Ponta de Faca. A partir de terça-feira tem início, no Rio, o 2.º Festel Festival do Teatro Legislativo, com a participação de seis grupos num projeto patrocinado pela Ford Foundation. E Boal tem ainda quatro projetos de grande fôlego.Curiosamente, um deles tem o patrocínio da loteria da Inglaterra. E será realizado em São Paulo - nas prisões paulistanas, a partir do dia 26. "Cinco atores do Teatro do Oprimido vão trabalhar com 80 monitores de 42 prisões. O teatro pode combater o holocausto moral dos presos, tão cruel quanto o holocausto físico", afirma Boal. Um ex-aluno de Boal, o diretor inglês Paul Heritage, que já fez trabalhos teatrais em prisões inglesas, de Ribeirão Preto e de Campinas, foi o responsável pela intermediação com a loteria inglesa. "Vamos formar os monitores nas técnicas de teatro e eles atuarão dentro dos presídios."Leia mais

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