Atriz Sienna Miller ganha indenização por invasão de privacidade

A atriz Sienna Miller receberá indenização de 35 mil libras (55.250 dólares) de dois tablóides acusados por ela de violar sua privacidade e que fecharam um acordo extrajudicial para encerrar a ação. A informação foi divulgada nesta segunda-feira pelos advogados da atriz. Estrela de filmes como "Nem Tudo É o que Parece" e "Alfie, o Sedutor", Miller processou os jornais The Sun e News of the World em função de uma série de artigos e fotos dela publicados em junho e julho e que, segundo seu advogado, constituíram ingerências em sua vida privada. Em comunicado, o advogado Mark Thomson, da firma Carter-Ruck, disse que os termos do acordo foram aprovados pela Alta Corte de Londres e que a News Group Newspapers, editora dos jornais, concordou em pagar a indenização e as custas judiciais de Miller. Thomson citou uma carta do advogado do New Group, Tom Crone, dizendo que os jornais reconheceram seu erro. A vida privada de Sienna Miller e, especialmente, suas relações amorosas são há anos assunto da imprensa tablóide. A Carter-Ruck disse que Miller ainda está processando a agência fotográfica britânica Big Pictures Limited, que ela acusa de assédio e invasão de privacidade. Numa audiência preliminar no mês passado, a Alta Corte ouviu que a vida da atriz ficou "intolerável" devido aos paparazzi que a perseguiram enquanto estava dirigindo e quando foi andar no parque com seus cachorros. A agência está contestando as acusações, e um julgamento foi marcado para o início do próximo ano. O juiz responsável pelo caso é David Eady, que foi criticado fortemente pelo editor-chefe do jornal Daily Mail no fim de semana. Paul Dacre acusou Eady de introduzir uma lei de privacidade "pela porta dos fundos", depois de o juiz dar ganho de causa ao dirigente da Fórmula 1 Max Mosley, dizendo que seus direitos privados foram violados pela reportagem de uma orgia sexual sado-masoquista.

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