Atrações excepcionais na TV paga

Mestre Invencível

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2010 | 00h00

14H15 NO SBT

(Drunken Master II). Hong Kong, 1994. Direção de Lau Ka Leung, com Jackie Chan, Lung Ti, Anita Mui, Felix Wong.

Jackie Chan faz especialista em drunken boxer, uma modalidade de artes marciais em que o lutador tem de estar bêbado. Com a ajuda da madrasta (Anita Mui), o herói enfrenta vilões estrangeiros que querem se apossar de tesouros imperiais da China. A violência cômica de Chan tem público certo. Dá para se divertir. Reprise, colorido, 102 min.

Spirit - O Corcel Indomável

15H55 NA GLOBO

(Spirit: Stallion of the Cimarron). EUA, 2002. Direção de Kelly Asbury e Lorna Cook.

Menino índio liga-se ao corcel do título. O cavalo indomável passa a ser uma representação do espírito indomável do Velho Oeste, num momento em que o avanço dos brancos - a chamada "civilização" - ameaça destruir a cultura autóctone da região. Há quase dez anos, o computador ainda era uma novidade aplicada à animação. A câmera colocada no nível do chão, nas cenas de cavalgadas, cria uma espécie de vertigem para o espectador. Além da emoção, vale prestar atenção como a computação gráfica resolveu os problemas de perspectiva e profundidade de campo. Reprise, colorido, 82 min.

O Senhor da Guerra

22H15 NA BANDEIRANTES

(Men of War). EUA, 1994. Direção de Perry Lang, com Dolph Lundgren, Charlotte Lewis, B.D. Wong, Anthony John Denison, Tim Guinee, Don Harvey, Tommy Tiny Lister, Tom Wright, Catherine Bell, Trevor Goddard.

Embora o título seja o mesmo do épico de Franklin J. Schaffner com Charlton Heston, nos anos 1960 - e o filme anterior é muito bom -, o cartaz de hoje da Band não tem nada a ver. Dolph Lundgren, o brucutu sueco que fez Rocky 4 e Soldado Universal, encarna mercenário contratado por grande corporação para eliminar nativos que defendem suas terras numa ilha (e a empresa quer explorar recursos naturais). Imagine se Dolph não vai ter um surto de consciência e se colocar no lado do "bem". O astro bate e arrebenta. A história tem um lado Avatar, mas sem James Cameron não dá. Reprise, colorido, 103 min.

Intercine

2H15 NA GLOBO

A emissora exibe o preferido do público entre - Dinheiro e Má Companhia, de David Semel, com Joshua Jackson, Jaime King, Matthew Davis e Ryan Hurst, sobre ladrões amadores que roubam carro de entregas de uma pizzaria e descobrem mochila cheia de drogas e dinheiro; e Perigo Iminente, de Catherine Cyran, com Connie Sellecca como especialista em esportes radicais que leva o namorado e os filhos num passeio pelas corredeiras de um rio selvagem, mas um fugitivo toma o grupo como refém e à heroína só resta bater e arrebentar para salvar aqueles a quem ama.

Amanhã

A Globo exibe amanhã, no Intercine, o preferido do público entre - Segredos do Poder, de Mike Nichols, com John Travolta, Emma Thompson, Billy Bob Thornton, Adrian Lester, Maura Tierney e Larry Hagman, sobre governador bonachão e mulherengo que se envolve numa disputa pelo Partido Democrata; o personagem tem certas características de Bill Clinton e reúne amigos que foram revolucionários nos anos 1960; conseguirão mudar o mundo? (EUA, 1998, fone 0800-70-9011); e O Crime do Padre Amaro, de Carlos Carrera, com Gael Garcia Bernal, Ana Claudia Talancon, Sancho Gracia e Angelica Aragon, baseado no romance de Eça de Queiroz sobre jovem padre que engravida garota de sua paróquia (México, Espanha, França, 2002, fone 0800-70-9012).

TV Paga

Meu Pé Esquerdo

22 H NO TCM

(My Left Foot). Irlanda, 1989. Direção de Jim Sheridan, com Daniel Day-Lewis, Brenda Fricker, Ray McAnally.

Daniel Day-Lewis ganhou seu primeiro Oscar por este filme, que conta a história de Christy Brown, deficiente físico que superou seus limites e obteve reconhecimento pela obra, como escritor e artista plástico, que construiu usando apenas o pé esquerdo, único órgão do corpo que conseguia movimentar. O filme é seu elenco, não apenas Day-Lewis, excepcional, mas também Brenda Fricker, que faz sua mãe e venceu o Oscar de coadjuvante. Reprise, colorido, 103 min.

Cidadão Kane

23H45 NO TCM

(Citizen Kane). EUA, 1941. Direção e interpretação de Orson Welles, com Joseph Cotten, Dorothy Comingore, Agnes Moorehead, Ruth Warrick.

A vida do magnata Charles Foster Kane, tal como Welles a contou, com base no roteiro - premiado com o Oscar - de Herman Mankiewicz, virou um dos filmes mais importantes da história do cinema. Welles e seu fotógrafo - Greg Tolland - sistematizaram e fizeram avançar conquistas técnicas, especialmente no que se refere ao uso da profundidade de campo. A narrativa em formato de puzzle centra-se num enigma - o que significa a palavra Rosebud, que Kane pronuncia ao morrer? Um clássico, e o filme que disputa com O Encouraçado Potemkin, de Sergei M. Eisenstein, o título de melhor de todos os tempos. Reprise, preto e branco, 119 min.

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