Atores vivem romance do século 18

Jovens, bonitos e com grande talento. Deborah Secco e Luigi Baricelli estréiam juntos nesta segunda, dia 18, como protagonistas de A Padroeira, a nova novela das 18 horas da Rede Globo. Mas esta não é a primeira vez que o casal contracena numa mesma novela. Em Laços de Família, ambos tiveram papéis de destaque na trama de Manoel Carlos (Deborah interpretava a espevitada Íris, e Luigi, o compreensivo Fred), que chegou a pensar na atriz para interpretar a protagonista de Presença de Anita.A Padroeira tem como uma de suas histórias paralelas o amor impossível de Valentim (Luigi Baricelli) e Cecília (Deborah Secco), livremente inspirado em Romeu e Julieta, de Shakespeare. Diferente das moças de sua época, Cecília não aceita as imposições de seu pai e luta para seguir seu coração e viver ao lado do homem a quem ama de verdade. Apaixonada por Valentim, terá de driblar a autoridade do pai, Dom Lourenço (Paulo Goulart), que a quer ver casada com Dom Fernão (Maurício Mattar). Filho de um nobre considerado traidor da Coroa Portuguesa, que foi preso em Lisboa ao se recusar a entregar um mapa de minas de ouro ao rei de Portugal, Valentim vive com um tio no Brasil e pretende, a qualquer custo, provar a honestidade de seu pai. Rejeitado pelos poderosos da região, que o tratam como filho de um traidor, Valentim luta para restaurar o nome da família. Entre muitos problemas, o jovem enfrentará inúmeras dificuldades para viver ao lado de Cecília.Agência Estado -Como foram as preparações para interpretar Cecília e Valentim?Luigi Baricelli - Tive que aprender a montar e fiz aulas de esgrima para dar credibilidade ao personagem. Foi um trabalho intensivo. Como tive que repetir várias vezes as cenas, e não usei dublê, quase tive uma hérnia, mas graças a Deus, com sessões de fisioterapia, já estou novo. Deborah Secco - Por ser uma novela que se passa em 1717, foi feito um trabalho de adaptação ao vocabulário e tivemos aulas de gestual para saber como se movimentar em cena. Além disso, tivemos que ler bastante sobre a história do Brasil para aprender como se comportavam os membros da sociedade naquela época. Numa novela de época, as dificuldades maiores são sempre dos protagonistas?Luigi - São um pouco maiores, mas com muito trabalho e dedicação, tenho tirado de letra. Deborah - Não acho que a dificuldade seja maior. A novela é mais trabalhosa por ser de época, mas é o ator que dá a importância para o papel. AE -Normalmente, os atores não gostam de repetir o mesmo estilo de personagem. Isso acontece também com vocês? Luigi - Eu acho muito importante os personagens não terem a mesma cara. Ainda bem que estou com megahair, barba e bigode, para ficar bem diferente do Fred. Eu gosto de sair nas ruas e ser chamado pelo personagem que estou vivendo no momento. Deborah - Eu não gostaria de fazer papéis semelhantes. É por esse motivo que eu não poderia ser a Anita, da minissérie Presença de Anita. Ela é muito igual a Íris e eu estaria repetindo o personagem. Ainda mais contracenando com o José Mayer e a Helena Ranaldi, que foram meus parceiros em Laços de Família... Vocês se identificam de alguma forma com a Cecília e o Valentim?Luigi - Todos os personagens que eu faço têm um pouco de mim. No caso do Valentim, temos em comum o romantismo e a vontade de vencer, de lutar.Deborah - Cecília vai ser uma mulher muito forte para aquela época. Ela vai lutar para alcançar seus objetivos, vai lutar pela família, pelo amor. Eu sou um pouco romântica como ela, mas sou muito frágil. Não teria forças para lutar como a Cecília.É bom repetir a parceria em cena? Luigi - Está sendo muito legal contracenar novamente com a Deborah. Ela é muito dedicada e tem muita vontade de aprender. Ela se entrega completamente ao personagem e eu admiro muito isso.Deborah - Contracenamos pouco em Laços de Família. Estamos nos conhecendo realmente agora e está sendo uma surpresa maravilhosa. O Luigi é um grande ator, tem uma longa escada para subir. Estou surpresa com a intensidade que ele está vivendo o Valentim. É um trabalho que vai acrescentar muito para a vida dele. E para a minha também.

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