Arquivo/AP
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Ator Tony Curtis morre aos 85 anos

Bonito e talentoso, Curtis foi um dos grandes astros de Hollywood nos anos 1950

Reuters

30 de setembro de 2010 | 07h53

O ator Tony Curtis faleceu aos 85 anos em sua casa na cidade de Henderson, no Estado norte-americano de Nevada, informou nesta quinta-feira a emissora ABC News.

Ele morreu em sua cama, à meia-noite, segundo o administrador de seus negócios e porta-voz da família, Preston Ahearn, citado pela TV.

 

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Bonito e talentoso, Curtis foi um dos grandes astros de Hollywood nos anos 1950 e também um conhecido playboy naquela época. Ele e se tornou famoso em grandes sucessos de bilheteria, como "Quanto mais Quente Melhor" e "A embriaguez do Sucesso".

Curtis desempenhou um papel memorável no clássico "Spartacus", em 1960, e foi indicado para o Oscar em 1958, por sua atuação em "Acorrentados". Atuou em mais de 140 filmes, mas parte de sua carreira foi prejudicada por problemas com cocaína e álcool.

Com mais de 50 anos de carreira e uma centena de filmes como protagonista, Curtis, cujo verdadeiro nome era Bernard Schwartz, nasceu em 3 de junho de 1925, em Nova York, em uma família de origem judaica.

Estudou interpretação na Academia de Arte Dramática de sua cidade natal e, em 1949, estreou em Hollywood com um papel de coadjuvante em "Baixeza".

Sua popularidade no cinema começou dois anos depois com "O Príncipe Ladrão" e protagonizou depois títulos como "Trapézio" (1956), "Acorrentados" (1958) e "Spartacus".

Uma de suas mais famosas interpretações seria "Quanto Mais Quente Melhor", na qual Billy Wilder contracenou Marilyn Monroe e Jack Lemon.

Curtis se casou em seis ocasiões, a primeira delas em 1951 com a atriz Janet Leigh, mãe de suas filhas Jamie Lee e Kelly Curtis, também atrizes.

Ele deixa a esposa, a modelo Jill Vandenberg, 45 anos mais nova do que ele.

Tony Curtis se despediu das telas em 2005 com uma colaboração na série televisiva "CSI". Nos últimos anos de vida, cultivou uma de suas grandes paixões, a pintura.

Em 2008, expôs uma coleção de 35 quadros nas lojas de departamento londrinas Harrods.

O ator sempre mostrou seu amor pelo cinema. "Continuo gostando do cinema porque é minha vida. Sou feito de celuloide", declarou, ao receber dez anos atrás um prêmio no Festival Internacional de Sitges (nordeste da Espanha).

 

 

 

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