Ator Arduino Colasanti morre aos 78 anos

Galã do Cinema Novo, ator preferido do cineasta Nelson Pereira dos Santos na segunda metade dos anos 60 e início dos 70, precursor do surfe no Brasil, pioneiro do mergulho submarino, namorado de estrelas como Leila Diniz e Sônia Braga, o ator Arduino Colasanti, italiano de nascimento, niteroiense de coração, morreu no sábado, 22, aos 78 anos, vítima de problemas cardíacos e pulmonares.

THAISE CONSTANCIO E SERGIO TORRES, Agência Estado

23 de fevereiro de 2014 | 16h05

Arduino estava internado desde o último dia 13 no Hospital Universitário Antônio Pedro, em Niterói, cidade litorânea na região metropolitana do Rio onde morava havia quatro décadas. Anteontem, hospitalizado ainda, seu coração parou de bater. O quadro de saúde piorara na quarta-feira, 19, quando uma infecção hospitalar foi diagnostica. Debilitado, não pode passar pela cirurgia de cateterismo na sexta-feira, 21, como estava previsto.

O enterro está marcado para segunda-feira, 24, no Cemitério Parque da Colina, em Niterói. Amigos e parentes planejam homenageá-lo na praia do Arpoador (zona sul do Rio) na próxima quarta-feira, 27. Ele deixa quatro filhos (Ricardo, Roberto, Rodrigo e Daniela), de cinco casamentos.

No Arpoador, Arduino pegou suas primeiras ondas e criou um pranchão confeccionado, de modo inovador, com fibra de vidro e resina. Mas foi a enseada de Jururuba, humilde colônia de pescadores em Niterói, o seu reduto preferido. De lá, saia de barco para os mergulhos na costa fluminense, que tanto amava.

Arduino participou de cerca de 40 filmes, sendo protagonista em títulos de Nelson Pereira dos Santos, como "El Justicero", "Fome de Viver" e, sobretudo, "Como era Gosoto Meu Francês", em que passava o tempo completamente nu. Teria sido o primeiro nu frontal masculino do cinema brasileiro.

A chegada dos Colasanti ao Brasil ocorreu após a 2ª Guerra Mundial (1939-1945), onde o patriarca Manfredo, também ator, lutara. Com Arduino (nascido em Livorno), que tinha 11anos, veio a irmã, a hoje escritora Marina Colasanti.

A partir do final da década de 70, suas aparições na tela passaram a ser eventuais. Foi quando passou a dedicar-se integralmente aos mergulhos. Chegou a trabalhar para a Petrobrás e outras empresas petroleiras como observador das instalações submarinas de plataformas e equipamentos do setor.

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