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Ativistas russos antigays pleiteiam US$10 mi em ação contra Madonna

Artista criticou lei municipal que impõe multas a quem espalhar 'propaganda homossexual'

LIZA DOBKINA, Reuters

17 de agosto de 2012 | 17h22

SÃO PETERSBURGO - Um grupo de ativistas russos antigays abriu na sexta-feira, 17, um processo judicial contra a cantora norte-americana Madonna, dizendo que ela os insultou ao se manifestar em prol dos direitos dos homossexuais durante um show na semana passada em São Petersburgo.

Apresentando-se de lingerie preta, com as palavras "sem medo" escrita nas costas, Madonna criticou uma lei municipal adotada em março que impôs multas a quem espalhar "propaganda homossexual". Antes, ela havia qualificado a lei de "atrocidade ridícula".

A homossexualidade, punida com penas de prisão na União Soviética, foi descriminalizada na Rússia em 1993, mas a comunidade gay em geral permanece às sombras, sofrendo forte preconceito.

"Ela (Madonna) havia sido alertada com palavras de que deveria se comportar de acordo com a lei, e a ignorou. Por isso teremos de falar a linguagem do dinheiro", disse Darya Dedova, uma entre os dez ativistas que abriram o processo num tribunal de São Petersburgo.

"É claro que é difícil mensurar os danos morais e o sofrimento, mas talvez as pessoas que ganham dinheiro independentemente dos valores morais irão entender isso melhor", disse Dedova, acrescentando que a eventual indenização será destinada a orfanatos.

"Talvez alguém não veja a relação, mas depois do show de Madonna talvez algum menino se torne gay, alguma menina se torne lésbica, menos crianças nasçam por causa disso, e este grande país não possa defender suas fronteiras - para mim, isso causa sofrimento moral", disse Alexei Kolotkov, outro ativista envolvido no processo.

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