Até a novela tem o seu 'gladiador'

Como o dentista, que deve ter um bom sorriso como cartão de visitas, é honra para o jornalista manter-se bem informado. Pois tente - é das coisas mais angustiantes. O que é hoje estar nos trinques da informação, com esse sem-fim de assuntos que se impõem? É ministro caindo, mocinha da novela saindo do coma, disputa pelos royalties do petróleo, Rocinha sendo tomada, Zezé e Luciano brigando, a saúde do Lula, uma piada de mau gosto aqui e outra acolá... Ufa! E no meio de tudo isso, quando me dei conta, a luta livre já era moda. Moda, não. Febre.

O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2011 | 03h11

Quando foi mesmo que isso virou febre? Juro que quem me abriu os olhos para o assunto foi a Sandy. Foi ela que eu ouvi pela primeira vez se declarando fã do tal MMA. Achei fofo, e até excêntrico. E se alguém me dissesse que isso ia virar moda, eu duvidaria. E não é que virou? E não é que os "gladiadores modernos" não saem mais do ar? O que eles têm tanto a dizer?

Não que eu desgoste de luta. Mas é que gosto de luta com história - Bruce Lee, Van Damme, Rocky Balboa. Aguinaldo Silva, aquele danado, criou logo um Wallace para Fina Estampa, com Dudu Azevedo em par com Carolina Dieckmann, no tipo de papel que ela faz melhor - o da loira má e antipática.

Douglas, um leitor atento, escreveu-me outro dia para perguntar sobre o sucesso da novela das 9. Citei a maravilhosa Griselda (Lilia Cabral), claro, e o divertido Crô (Marcelo Serrado) - o que foi ele desmaiando no capítulo de segunda? Mas vendo o frisson em torno do UFC no fim de semana, veio também à cabeça o senso de oportunidade de Aguinaldo que, zás-trás, criou um lutador e seu pacote completo, com frustrações, crises de caráter, amor bandido e, de quebra, a "maria-tatame" Teodora. Notável, aliás, a capacidade que a mulher aproveitadora tem de se reinventar - será que nos tempos das cavernas houve uma "maria-tacape"?

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