Associação celebra quatro décadas de arquitetura brasileira

Entidade lança obra que analisa as transformações no setor desde a sua fundação

Antonio Gonçalves Filho, O Estado de S. Paulo

11 de dezembro de 2013 | 20h02

Criada em junho de 1973, a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (Asbea) tinha apenas 13 associados quando foi formada. Hoje são 420 escritórios espalhados por todo o País, congregando mais de 4 mil profissionais. Comemorando os 40 anos da entidade, será lançado nesta quinta-feira, 12, às 20 horas, no Villa Bisutti (R. Tenerife, 170, Vila Olímpia, São Paulo), o livro Arquitetura Brasileira: Asbea 40 Anos (Editora Monolito, 300 págs., R$ 150), com texto e organização do crítico de arquitetura Fernando Serapião, editor da revista Monolito.

 

 

Serapião começa o livro lembrando que a associação dos escritórios de arquitetura nasceu justamente no dia em que o general Garrastazu Médici anunciou seu sucessor, Ernesto Geisel. Numa época conturbada da história do Brasil, a entidade foi criada em meio à “ressaca de duas linhas dominantes” na arquitetura brasileira, segundo o autor, uma ditada pela busca da identidade nacional (a de Niemeyer) e outra vertente que desenvolvia uma linguagem própria.

O livro mostra como a formação da Asbea, no mesmo ano da primeira edição da Bienal de Arquitetura (evento que só voltaria a ser realizado duas décadas depois), coincidiu com um momento propício para a demada de projetos (vivia-se, então, a era do “milagre econômico”). O concreto aparente, que dominava nos projetos dessa primeira Bienal, continuaria seu reinado após a inauguração da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (projeto de Vilanova Artigas), tanto em prédios públicos como em edifícios residenciais.

Década a década, Serapião analisa as transformações da arquitetura brasileira, ilustrando sua análise com projetos que marcaram desde a data de fundação da Asbea (como o ginásio de esportes Nilson Nelson em Brasília, de 1973) até projetos recentes como o da Tower One, edifício que será construído no Balneário Camboriú e será um dos edifícios mais altos do País.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.