Assistente que fez a diferença

PERFIL - Maria Schneider, compositora e maestrina

, O Estado de S.Paulo

03 Abril 2011 | 00h00

Em 1985, recém-chegada a Nova York, a compositora e maestrina Maria Schneider se sustentava em parte como copista de partituras. Um dia, enquanto aguardava sua vez na máquina copiadora, um homem puxou conversa com ela e disse que um amigo seu estava à procura de uma assistente. Começava ali uma colaboração que esticou o significado de assistente e, como acontece no ofício musical, atribuição de crédito não é uma ciência exata. Schneider trabalhou com Gil Evans até a sua morte em 1988, num período em que ele compôs e arranjou música para uma turnê com Sting e para as trilhas sonoras dos filmes A Cor do Dinheiro e Absolute Beginners. Enquanto se apressava com Ryan Truesdell para embarcar partituras para mais uma apresentação de sua orquestra, a musicista, ganhadora de dois Grammys de composição, falou sobre a alegria de descobrir mais música no baú de seu mentor. "Há tempos eu penso que a música mais duradoura e avançada do Gil foi a da década de 40 - no período com a orquestra do Claude Thornhill", diz ela. "O som é mágico, mas ele não deixa nada no ar, sem resposta. Não há um momento sem intenção clara." Schneider acha que Gil Evans continua a ter forte influência sobre novos compositores, mas diz que ouve muita imitação superficial, sem o apuro do mestre.

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