Assassino de 49 pessoas diz que matar é como o amor

'Maníaco do xadrez' pede em julgamento a inclusão de mais 11 assassinatos em seu processo

REUTERS

09 Outubro 2007 | 14h02

Um russo acusado pelo assassinato de 49 pessoas pediu a um tribunal nesta terça-feira, 9, que acrescente mais 11 vítimas a seu total, e contou ao júri que quando estrangulou um homem pela primeira vez foi como se fosse seu primeiro amor. Alexander Pichushkin, 33, funcionário de um supermercado, foi apelidado de o "assassino do tabuleiro de xadrez" pelos jornais russos, porque queria preencher cada uma das 64 casas do tabuleiro com uma moeda, uma para cada assassinato. "O primeiro assassinato é como o primeiro amor. Não se esquece", disse ele no tribunal, dentro de uma cela, ao explicar como começou a matar, aos 18 anos, com o assassinato de um colega. Pichushkin disse que sugeriu ao colega que eles matassem alguém, mas, como o amigo disse não, "mandou-o para o céu". Em seguida, deu um sorrisinho para o júri. "Quanto mais próxima é a pessoa de você, quanto melhor você a conhece, mais prazeroso é matá-la", disse ele. "Em todos os casos matei por um único motivo. Matei para viver, porque, quando se mata, se quer viver." Com uma postura frequentemente agressiva no tribunal, Pichushkin fez gestos para mostrar como estrangulava as vítimas e as marcas que elas deixavam em suas mãos, tentando se salvar. A promotoria acusa Pichushkin de 49 homicídios e três tentativas de homicídio, mas ele pediu ao tribunal que leve em conta mais 11 assassinatos. "Achei que não seria justo esquecer as outras 11 pessoas," disse ele no tribunal. Os promotores afirmaram que ele atraía a maioria das vítimas a locais afastados dentro do parque Bitsevsky, em Moscou, onde lhes dava vodca e depois esmagava suas cabeças com um martelo. Outras vítimas foram estranguladas, afogadas no esgoto ou jogadas de suas sacadas. Ele disse que a polícia o interrogou na época do primeiro homicídio, mas o liberou por falta de provas.

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