As superpoderosas da TV

Elas enfrentam alguns desafios dos quais muitos marmanjos cheios de músculos gostariam de manter distância: ondas gigantes, rios com corredeiras e alturas que deixam até passarinhos com vertigem. Consideradas as meninas radicais da TV, as apresentadoras de programas esportivos levam à telinha modalidades nada convencionais e testam todas elas para provar que ao sexo frágil não falta determinação. Levadas aos programas esportivos, no início para suavizar os trancos dos jogos de futebol e agradar ao público masculino que assiste às atrações, as mulheres foram deixando de ser enfeites para ganhar participação determinante em quadros de esportes radicais. Hoje, a Globo e alguns canais a cabo, como o SporTV e a ESPN Brasil, têm no seu quadro de funcionários mulheres bonitas que dão duro em atividades que exigem pernas resistentes e braços fortes. A maioria delas já praticava algum esporte antes de entrar para a TV, mas todas ainda ficam ansiosas quando têm de mostrar algo novo para o público. (Clique aqui para conhecer os tipos de esportes radicais).Uma das apresentadoras mais completas do estilo é Dani Monteiro, de 23 anos, que tem o quadro ´Caminhos da Aventura´ no ´Esporte Espetacular´, da Rede Globo. Tricampeã brasileira de windsurfe, ela foi parar na TV em razão de sua paixão pelo mar. Aos 16 anos, Dani ganhou o primeiro troféu como esportista. "Os campeonatos tinham me deixado em destaque na mídia e quando fiz 18 anos a produtora KN Vídeo me chamou para fazer um teste para um programa da SporTV". Enquanto esteve no canal a cabo, Dani Monteiro dividiu a cena com Dora Vergueiro, - que continua na emissora e se prepara para estrear o ´Missão Radical´. Depois de três anos como apresentadora/repórter, Dani resolveu sair da TV. "Eu tinha feito uma opção complicada, que foi trocar a vida de atleta pela TV, e estava querendo parar um pouco". Mas suas férias duraram pouco e ela foi chamada pela mesma produtora para trabalhar no programa que hoje é apresentado pela Globo. Dani Monteiro já fez todos os esportes que se pode imaginar e continua participando de competições, mas agora de kite surfe. Apesar do condicionamento físico e da vida de atleta, ela confessa que toda vez que precisa fazer uma matéria que envolva alturas, como pára-quedismo e bungee jump, treme de medo. "Fico gelada, o coração quase sai pela boca." Leia mais

Agencia Estado,

02 de junho de 2003 | 17h31

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