As relações humanas e suas pequenas-grandes histórias

Em meio aos mais de 300 filmes selecionados para a 25.ª edição do Festival Internacional de Curtas de São Paulo, em cartaz até 31 de agosto, é obviamente difícil encontrar um denominador comum a todas as produções. No entanto, há sempre uma tendência ou características que se encontram em muitos curtas. Neste ano, como ressalta a diretora do festival Zita Carvalhosa, é a questão do embate entre as relações humanas diante de um mundo cada vez mais tecnológico e conectado que dá o tom a muitos títulos.

FLAVIA GUERRA, O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2014 | 02h06

"As mudanças do ritmo de comunicação, com a internet, o celular, a forma como se registram imagens e se fazem filmes, interferiram nos questionamentos das relações pessoais e familiares", conta Zita. "Tematicamente, estas questões se tornaram muito presentes. E, como o curta é um formato que, até mesmo por sua facilidade de produção, é mais fácil e rápido de se produzir, os assuntos e temas são muito atuais."

É justamente a relação entre mãe e filhos que surge em primeiro plano no belo curta Réquiem. Produção italiana dirigida pela jovem Valentina Carnelutti, o filme conta a história de duas crianças que, sem saber se a mãe dorme ou está morta, têm de realizar sozinhos as tarefas corriqueiras do dia a dia. Forte e, ao mesmo tempo, leve, Réquiem é uma das boas surpresas da seleção internacional, com sessões hoje, às 15h, no Espaço Itaú de Cinema, e amanhã, às 17h, na Cinemateca Brasileira. Imperdível também o dinamarquês Helium, sobre um garoto que, apesar de doente, constrói uma relação de amizade e magia com Helium, que lhe conta sempre histórias fantásticas. O curta tem sessões no domingo, às 17h, na Cinemateca, e segunda, às 15h, no Cinesesc.

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