As histórias que Orlando contava

Orlando Villas Bôas contava histórias de sua convivência com os índios como ninguém. Parecia um contador de causos, desses que encantam a plateia em torno de uma fogueira. Era sincero admirador da cultura indígena.

O Estado de S.Paulo

05 de abril de 2012 | 03h11

"Nunca vi um adulto levantar a mão para bater numa criança", gostava de dizer. A pedagogia indígena é espontânea. Os pequenos decidem quando chega a hora de aprender a tradição dos mais velhos. Nada é imposto.

"Nesse sentido, é superior a Summerhill", diz, referindo-se à famosa escola inglesa, modelo de pedagogia liberal dos anos 60. Admirava também o senso artístico dos índios. Mostrando uma linda panela pintada, disse: "Eles levam semanas para pintá-la e depois a levam ao fogo, para cozinhar, e estragam a pintura em minutos. Perguntei por que faziam isso. O índio me respondeu, com ar de pena da minha ignorância: "Porque se não pintar não é panela, ué!." / L.Z.O.

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