As duas mulheres de Tom Cruise

A ex-bondgirl Olga Kurylenko e Andrea Riseborough têm, cada uma, quatro ou cinco filmes para estrear

O Estado de S.Paulo

12 de abril de 2013 | 02h11

Mr. Cruise não dá entrevistas e fala somente com TVs e internet no tapete vermelho. Foi assim na pré-estreia carioca de Oblivion, a nova ficção científica de Joseph Kozinsky, diretor de Tron - O Legado. Oblivion estreia hoje. O visual impressiona, mas a história parece síntese de 300 fantasias sobre luta e resistência na Terra do futuro. Tom, no tapete vermelho, não se cansou de dar a mesma entrevista, repetida 'n' vezes. Suas companheiras de elenco deram entrevistas, e foram individuais.

A ex-bondgirl Olga Kurylenko e Andrea Riseborough têm, cada uma, quatro ou cinco filmes para estrear. Andrea deu a entrevista numa quinta e voou do Rio para Nova York na sexta. Mal teve tempo de se recuperar do jet leg e, na segunda, começou a filmar o novo Alejandro González-Iñárritu. "Este é seu ano", observa o repórter. Ela brinca - "Meu agente me diz a mesma coisa, mas já faz uns três ou quatro anos".

Na Terra futurista de Oblivion, Cruise e Andrea formam casal que controla uma extensão territorial assolada por ataques - de quem? A Terra conseguiu expulsar os ETs, ou assim parece. Quem são esses grupos armados de sabotadores? Cruise enfrenta situações de perigo. Andrea permanece na casa. "Sou a mulher na caixa", define. "Como se baseou na sua graphic novel, Joe (o diretor Kozinsky) tinha ideias precisas sobre as personagens e as situações. E ele é um gênio quando se trata de visual", acrescenta.

Andrea interpretou Wallis Simpson em W/E, de Madonna, sobre o romance que levou o rei Edward VIII a abdicar. O repórter diz que brigou por ela, e pelo filme de Madonna, que a maioria da crítica do País resolveu não levar a sério. "Eu também teria brigado. Madonna pode ser pop, mas é muito inteligente. Sabe tudo sobre esses diretores cabeça, como (Jean-Luc) Godard. E ela tinha muito claro o filme que queria fazer. Admiro sua determinação."

Olga lembrou-se de seu encontro anterior com o repórter, quando filmava, no Chile, 007 - Quantum of Solace. "Filmar no deserto do Atacama virou uma das experiências inesquecíveis de minha vida. Aquele céu, com todas aquelas estrelas e galáxias, deixa na gente a experiência de um outro mundo." Ela começou como modelo, na Ucrânia. Não sabe quem é o ucraniano Sergei Loznitsa, de Na Neblina, mas promete se informar sobre o maior cineasta russo da atualidade. "Entenda, não é falta de interesse pelo cinema do país, mas a situação por lá é muito confusa."

Adorou a experiência, quase mística, de filmar com Terrence Malick, Amor Pleno. "Ele transforma o menor gesto em algo imenso", define. Sobre a personagem de Oblivion, diz - "Ela se liga ao mistério do filme, à outra vida de Tom (Cruise). Nada é o que parece ser". Está feliz com a carreira. "Fui modelo para ajudar a família, mas sempre quis ser atriz. Os papéis continuam vindo, e cada vez exigem mais. Sinto que estou crescendo." / L.C.M.

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