As coisinhas que marcam a infância

Cantor pernambucano China estreia espetáculo gratuito para crianças com brincadeiras, cantigas e repertório atual

FERNANDA ARAÚJO, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2013 | 02h21

Estranhe não, viu? Coisinha, o termo denominado para um tanto de coisas na parte de cima do País, é mesmo o nome do show do pernambucano China, no qual "todo mundo é artista e todo mundo é plateia". A estreia do projeto está marcada para domingo, às 18h30, no Sesc Pompeia, e se repete no dia 28, no mesmo horário e local, ambas com ingressos gratuitos.

China, que começou esta semana no programa A Liga, na Band, matutava a ideia há um tempão. Este ano, porém, durante uma atividade no colégio dos filhos, teve certeza de que o projeto poderia dar certo. Convidado para falar sobre o maracatu, o cantor foi além e levou a turma a criar e executar brilhantes arranjos com o ritmo. Ensinou, aprendeu e todos se divertiram.

Abestalhado, o moço chamou os amigos do Mombojó (com quem forma a banda Del Rey, cover de Erasmo e Roberto Carlos), que toparam na hora. O nome de Lula Lira para dividir os vocais veio na sequência. Com a música no sangue, a filha de Chico Science canta no grupo Astrobomba, já fez teatro e tem cara de sapeca (algo que, diz China, as crianças gostam).

Como experiência anterior, China e seus colegas do selo Joinha Records gravaram um CD sobre o cancioneiro infantil nordestino para a Johnson's Baby. Mas, desta vez, o repertório será mais diversificado. Além de cantigas populares, foram selecionadas faixas que marcaram a infância dos integrantes, como Carimbador Maluco (Raul Seixas), algumas um pouco mais recentes, caso de Banho é Bom (Hélio Ziskind), e outras novas de vocação juvenil, como Anti-herói (China) e Papapa (Mombojó). Soma-se ao espetáculo a projeção de imagens referentes às músicas e às brincadeiras que ocorrerão ali, na hora, no palco e fora dele. "O objetivo é interagir", explica o pai de Matheus, de 15 anos, e Tom, de 9.

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