As boas surpresas da gastronomia do Rio

O título de capital da boa gastronomia ninguém tira de São Paulo. Mas, ao contrário do que muitos imaginam, come-se muito bem no Rio. A cidade passou por mudanças radicais a partir da década de 70, época em que dominavam botecos e bares com petiscos fantásticos e sempre um bom chope à temperatura beirando a perfeição.O visual maravilhoso da cidade e o clima foram ingredientes para uma fórmula que combinava gente bonita, intelectuais, músicos, poetas e muito bate-papo e música. Mas a indústria do turismo pedia mais e assim foram pipocando restaurantes de fazer inveja aos bistrôs franceses e aos tradicionais italianos.Assim, é possível a qualquer turista da Europa ou Estados Unidos, além de provar carnes com molhos de ervas nobres, escolher vinhos de boas safras e sobremesas que fazem qualquer ser humano quase flutuar. As opções vão desde a simples e saborosa cozinha brasileira, passando pela forte influência lusitana e, claro, não poderia ficar de fora a culinária italiana.Restaurantes como o português Antiquarius e o internacional Claude Troisgros, com forte acento francês, já são clássicos. E não há como deixar de lado os famosos botequins, como o Filé de Ouro, considerados pelos cariocas uma verdadeira instituição que marca a vida da cidade. Foram nestas mesas regadas a petiscos e copos gelados que passaram artistas como Vinícius de Morais, Tom Jobim .

Agencia Estado,

08 de setembro de 2000 | 15h33

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