As Alegres Comadres, na Cultura

Mais Uma Sexta-Feira em Apuros

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

02 de julho de 2010 | 00h00

23h10 NO SBT

(Next Friday). EUA, 2000. Direção de Steve Carr, com Ice Cube, Mike Epps, Justin Pierce, John Whiterspoon.

Segundo filme da série que começou com Uma Sexta-Feira em Apuros e teve mais um episódio, compondo uma trilogia, A Mais Louca Sexta-Feira em Apuros. Conta a história de rapaz que foge de um desafeto e busca abrigo na casa do tio, mas sua situação se torna mais e mais complicada. O tio é maníaco sexual, o primo acha que ele está querendo paquerar sua noiva e a vizinhança é mais barra-pesada do que aquela que ele abandonou. Tipo do humor apelativo e sem graça, mas, de alguma forma, funcionou com o público. Reprise, colorido, 100 min.

As Alegres Comadres

23H30 NA CULTURA

Brasil, 2003. Direção de Leila Hipólito, com Guilherme Karam, Zezé Polessa, Eloísa Lucinda, Milton Gonçalves, Chico Diaz, Talita Castro.

Karam faz ex-militar que chega a Tiradentes, no século 19, com dois amigos. Ele está falido, mas vive em alto estilo, aplicando golpes. Quando decide conquistar duas viúvas, disposto a se casar com uma delas, Zezé Polessa e Elisa Lucinda descobrem o plano e resolvem aplicar-lhe um corretivo.

O projeto da diretora Leila Hipólito não deixa de ser original, além de ambicioso. Ela apenas transpõe para o Brasil imperial a trama de As Alegres Comadres de Windsor, de Shakespeare. A locação realça a brasilidade do esforço, a produção é cuidada, o elenco é bom. Apesar de todo esse empenho, o resultado é apenas mediano. Nos cinemas, o filme interessou a pouquíssimos espectadores. Quem sabe na TV ganha outra vida? Talvez até suas qualidades apareçam mais. Reprise, colorido, 88 min.

Intercine

2H45 NA GLOBO

A emissora exibe o preferido do público entre ? A Mexicana, de Gore Verbinski, com Julia Roberts e Brad Pitt como casal contratado para resgatar no México o que pensam ser uma pessoa (a mexicana), mas na verdade é uma arma rara, atrás da qual também está James Gandolfini; acredite, o carisma da dupla de astros é insuficiente e o ator da série Os Sopranos rouba a cena; e Atração Fatal, de Adrian Lyne, um dos maiores sucessos de Hollywood no fim dos anos 1980 e um dos filmes que estabeleceram a reputação de Michael Douglas como ator de filmes maduros, ele faz homem casado que tem um affair com Glenn Close e ela se revela uma desequilibrada que o persegue obsessivamente.

TV Paga

O Último Magnata

19H45 NO TELECINE CULT

(The Last Tycoon). EUA, 1976. Direção de Elia Kazan, com Robert De Niro, Ingrid Boulting, Tony Curtis, Jeanne Moreau, Anjelica Huston, Robert Mitchum, Jack Nicholson.

O último filme dirigido por Kazan contém uma súmula de todos os grandes temas que sempre o atraíram, e é certamente uma obra atraente, mas não teve nem de longe a repercussão que um projeto com tantos elementos notáveis poderia alcançar. Com roteiro do dramaturgo Harold Pinter, vencedor do Prêmio Nobel, é adaptação do romance inacabado de F. Scott Fitzgerald, que tomou como modelo o lendário Irving Thalberg. O protagonista, Monroe Stahr, é esse produtor de Hollywood que atravessa os anos 1930 manipulando as pessoas ao seu redor. Ele é frio, calculista e secreta suas emoções. No fundo é sujeito sensível que teme se comprometer (e sofrer). Quando as águas invadem o estúdio, Kazan cria uma boa representação para o tema da natureza humana que se recusa a ser represada, ou reprimida. Acontece em todos os seus filmes, mas aqui ele parece que se contém, mantendo elegância polida. A casa sem teto é outro símbolo forte, pena que o público não tenha correspondido. Reprise, colorido, 136 min.

Ligações Perigosas

22 H NO TCM

(Dangerous Liaisons). EUA, 1988. Direção de Stephen Frears, com Glenn Close, Michelle Pfeiffer, John Malkovich, Uma Thurman, Keanu Reeves.

Outra adaptação, esta do romance epistolar de Choderlos de Laclos, com roteiro do dramaturgo (e cineasta) Christopher Hampton. Glenn Close e Malkovich criam a marquesa de Merteuil e o cavaleiro Valmont, que encaram o amor como uma batalha que preparam como estrategistas. O plano da dupla é seduzir a virtuosa madame de Tourvel, Michelle Pfeiffer. O filme fez sucesso de público e crítica. É plasticamente suntuoso, muito bem escrito e realizado e o elenco não poderia ser mais perfeito. O mesmo livro havia sido adaptado por Roger Vadim, na França, em 1960, e teve outra versão em Hollywood, contemporânea da de Frears/Hampton. Milos Forman dirigiu Valmont, filme também muito bom. Reprise, colorido, 120 min.

Hotel Ruanda

23H55 NO TELECINE CULT

(Hotel Rwanda). EUA, 2004. Direção de Tery George, com Don Cheadle, Nick Nolte, Joaquin Phoenix, Sophie Okonedo.

O massacre dos tutsis pelos hutus em Ruanda desconcertou a comunidade mundial não só pela brutalidade, mas pelas tênues motivações, já que os grupos são muitos próximos e, a rigor, não possuem diferenças religiosas nem raciais para sustentar tanto ódio. Cheadle faz o gerente desse hotel europeu que vira o último ponto seguro no país, mas não por muito tempo. O filme é sólido, digno, mas não vai muito além de suas boas intenções. Reprise, colorido, 112 min.

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