ArtRio termina com recorde de público e boas vendas

A exemplo do que faz a SP-Arte, a ArtRio, realizada entre a última quarta-feira e o domingo, não divulgou seu montante de vendas este ano: informou apenas que o público total foi de 74 mil pessoas, 14 mil a mais do que o que se esperava nesta segunda edição. A expectativa de se superar os R$ 120 milhões de 2011 foi batida, de acordo com os organizadores - até pelo aumento no número de galerias, de 83 para 120. Mas eles não quiseram revelar a cifra exata (isso porque as galerias internacionais não divulgam seus números).

AE, Agência Estado

18 de setembro de 2012 | 10h05

Em termos de visitantes, a percepção de uma parte dos galeristas entrevistados pela reportagem é de que foi gente demais para comprador de menos. Mesmo em dia de praia, a feira tornou-se uma atraente opção de lazer de fim de semana para o carioca que não compra arte (por falta de interesse e/ou de dinheiro) e que foi ao Píer Mauá como quem visita um grande museu.

"Talvez seja o caso de se aumentar um pouco o valor do ingresso", sugeriu o galerista Ricardo de Gouveia Rego, da carioca Lurixs. "As estratégias devem ser voltadas para atender aos interesses dos galeristas, e não pensando em fazer um evento para 70 mil pessoas. Acho legal ser um programa de fim de semana das pessoas, mas tem que se buscar a qualificação do público."

As galerias saíram satisfeitas; umas mais, outras, menos. Todas consideraram o movimento satisfatório, em especial na quarta, quando os galpões se abriram para os supervips três horas antes da cerimônia oficial de início da ArtRio, e na quinta, o primeiro dia de público pagante.

Com cinco minutos de feira, a Lurixs vendeu duas obras de Raul Mourão a vips europeus. A Fortes Vilaça no mesmo dia mandou vir de São Paulo um caminhão com mais itens: só na quarta tinha vendido 90% do que estava exposto, entre obras de Adriana Varejão, Ernesto Neto, Osgemeos, Jac Leirner e Luiz Zerbini.

A norte-americana Gagosian, a maior do mundo, no Rio pela primeira vez, sinalizou que deve retornar. "Ainda não discutimos, mas não vejo por que não virmos. Estamos muito felizes, foi só o começo", avaliou Victoria Gelfand-Magalhães, diretoria baseada em Nova York. "Os colecionadores estão muito interessados nos artistas estrangeiros. Fizemos vendas em diferentes níveis, acima de US$ 1 milhão, abaixo de US$ 1 milhão."

Para as nacionais - 60 galerias, como foram 60 as estrangeiras -, os valores também foram animadores. Luisa Strina (SP) chegou perto de R$ 1 milhão já no segundo dia. Anita Schwartz (RJ) precisou repor obras quinta de manhã - vendera mais de R$ 1 milhão na quarta. "Clientes que frequentam a galeria esperaram para comprar na ArtRio, porque sabiam que traríamos novidades de artistas como Waltercio Caldas e Abraham Palatnik", contava Anita, a proprietária, pouco depois da abertura ao público, entre um Angelo Venosa e uma Carla Guagliardi já reservados a compradores de fora. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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