ArtRio busca superar público e vendas da 1ª edição

São duas as principais ambições da ArtRio, feira que será aberta nesta quarta para convidados com a participação de 60 galerias brasileiras e 60 estrangeiras: uma de curto e outra de longo prazo. A primeira é vender bem, superando os números já surpreendentes da primeira edição, ano passado - a estimativa é de se bater R$ 150 milhões, contra R$ 120 milhões de 2011. A segunda é despertar o interesse pela arte num público mais amplo, o carioca comum, que não frequenta esse tipo de evento. O que se refletiria, pelas expectativas, num aumento na visitação de 46 mil para 60 mil pessoas, em quatro dias.

AE, Agência Estado

12 de setembro de 2012 | 10h09

Para atingir o primeiro objetivo, os organizadores fizeram uma seleção criteriosa, que limou galerias candidatas de todo o Brasil e também de cidades como Paris e Nova York. Entre as que montaram seus estandes no Píer Mauá - dessa vez com área ampliada de 3.850 para 7.500 m² - estão a maior do mundo, a Gagosian, com sede em Nova York e presença em mais seis países, a londrina White Cube, e as mais relevantes do Brasil: Fortes Villaça (SP), Luisa Strina (SP), Silvia Cintra (RJ) e Anita Schwartz (RJ), entre outras.

Para chamar a atenção do não-iniciado, surgiu o portal www.artrio.art.br, com informações atualizadas sobre o setor e mantido não só durante a feira. O slogan é "O Rio é arte, o tempo todo, em toda parte". Para quem não é colecionador, a ideia que fica é a de que a ArtRio é uma enorme e múltipla exposição, que merece ser visitada (o ingresso é R$ 30). Para chamar atenção também para as sedes das galerias, foram montados percursos num ônibus especial, gratuito, que transitará até domingo por elas.

A grande expectativa é já pelo primeiro dia. É quando os convidados supervips são chamados a percorrer os galpões em horário privilegiado: das 11 às 14 horas, antes da abertura oficial. Dois mil convites do tipo foram distribuídos aqui e fora.

"São os grandes players desse mercado, os colecionadores que realmente importam, que são vips em todas as maiores feiras do mundo", conta Brenda Valansi, organizadora, com Elisangela Valadares e os sócios Luiz Calainho e Alexandre Accioly. "O primeiro dia tem essa expectativa enorme, define muita coisa. Ano passado o que aconteceu é que o primeiro dia foi um bombardeio que se manteve até o fim."

Na ocasião, os negócios fechados em 24 horas ficaram em torno de R$ 60 milhões, sendo que se esperava movimentar R$ 100 milhões em quatro dias. Os galeristas brasileiros se surpreenderam com a voracidade dos compradores; os vindos de longe se ressentiram um pouco do fato de a maior parte preferir comprar arte brasileira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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