Artistas reivindicam publicação de livros da Bienal

Em abaixo-assinado grupo quer a publicação das obras referentes à 27.ª edição

Agencia Estado

14 Junho 2007 | 18h01

Ao mesmo tempo que as contas de 2006 da Fundação Bienal de São Paulo foram aprovadas, um grupo de artistas está lançando na internet um abaixo-assinado reivindicando a publicação dos livros referentes à 27.ª Bienal de São Paulo - um sobre o ciclo de seminários do evento, realizados de janeiro de 2006 a novembro, e outro que possui projetos gráficos criados por Angela Detanico e Rafael Lain, Aya Ben Ron, Jorge Macchi, Marjetica Potrc, o grupo Pages, Rivane Neuenschwander e Zafos Xagoraris, e a reprodução em fac-símile do Programa Ambiental de Hélio Oiticica, cuja obra foi o grande vetor conceitual do projeto curatorial da a 27.ª Bienal de São Paulo - Como Viver Junto. Até agora, de três publicações propostas, apenas o catálogo Guia foi lançado, durante a mostra. "A inexistência de tais documentos anula a suposta participação desses artistas que constam na lista oficial da 27.ª Bienal de São Paulo. Somam-se a isso a falta de compromisso com os profissionais envolvidos e o descaso para com a sociedade em geral, dada a importância histórica e cultural de uma das maiores bienais do mundo. A falta de registro impresso de um evento desse porte o torna inconcluso e estagnado, uma vez que o livro cumpre a função de documentar e veicular questões fundamentais da mostra. Vale lembrar também que o livro da Bienal conta com o registro dos trabalhos in situ." "Na qualidade de artistas, agentes da comunidade cultural e público em geral, vimos solicitar a imediata publicação dos dois volumes faltantes, a fim de não comprometer a conclusão da 27.ª Bienal de São Paulo Como Viver Junto", diz ainda em outro trecho da carta, que será colocada em site na internet. Segundo Pires da Costa, as publicações estão sendo elaboradas e grande parte do valor já foi paga. O boneco do livro da 27.ª Bienal, o mais importante deles, "com valor acima de R$ 300 mil", elaborado por Adriano Pedrosa, foi entregue em 28 de fevereiro. A publicação, feita em parceria com a Imprensa Oficial, é editada pela Bienal e Cosac Naify. Leia a íntegra do abaixo-assinado A 27.ª Bienal de São Paulo, intitulada Como Viver Junto, foi inaugurada em janeiro de 2006 com um Programa de Seminários Internacionais que teve como objetivo fornecer ao público uma reflexão mais abrangente dos campos teóricos que nortearam a mostra expositiva, aberta em setembro do mesmo ano. Foram realizados seis seminários que contaram com a presença de especialistas brasileiros e estrangeiros, entre artistas, historiadores da arte, filósofos, cientistas políticos e outros. Foram ainda implantados nessa bienal um Programa de Residência Artística, envolvendo vários Estados do país, um projeto educativo abrangendo a periferia de São Paulo e projetos concebidos especialmente para um livro. A proposta de Como Viver Junto inclui a publicação de três volumes sobre os eventos descritos acima, mas, até o momento, só um deles, o Guia da mostra, foi lançado. A não publicação desse material implica prejuízos imponderáveis em vários níveis, como o descontentamento de instituições internacionais patrocinadoras e de vários artistas convidados a participar da Bienal com vistas à publicação de projetos concebidos especialmente para um dos volumes. Neste sentido encontram-se particularmente prejudicados os artistas Ângela Detanico & Rafael Lain, Aya Ben Ron, Jorge Macchi, Marjetica Potr?, Pages, Rivane Neuenschwander, Zafos Xagoraris e Helio Oiticica, com seu Programa Ambiental reproduzido em fac-símili. A inexistência de tais documentos anula a suposta participação desses artistas que constam na lista oficial da 27.ª Bienal de São Paulo. Somam-se a isso a falta de compromisso com os profissionais envolvidos e o descaso para com a sociedade em geral, dada a importância histórica e cultural de uma das maiores bienais do mundo. A falta de registro impresso de um evento desse porte torna-o inconcluso e estagnado, uma vez que o livro cumpre a função de documentar e veicular questões fundamentais da mostra. Vale lembrar também que o livro da Bienal conta com o registro dos trabalhos in situ. Na qualidade de artistas, agentes da comunidade cultural e público em geral, vimos solicitar a imediata publicação dos dois volumes faltantes, a fim de não comprometer a conclusão da 27.ª Bienal de São Paulo Como Viver Junto.

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