Artistas lembram talento e amizade de Raul Cortez

O ator Raul Cortez, de 74 anos, morreu nesta terça-feira, às 20h15, em função de complicações relacionadas a um câncer na região abdominal. Cortez estava internado no Hospital Sírio-Libanês desde o dia 30 de junho. CLEIDE YÁCONIS, atriz - ?Perdi um grande amigo que fazia parte da minha vida desde os anos 50. Acompanhei sua trajetória profissional e pessoal, o amor pela Celinha (a atriz Célia Helena), vi suas filhas nascerem. Uma pessoa especial que partiu.?ZÉ CELSO MARTINEZ CORRÊA, diretor teatral - ?É um dos atores mais vivos, sensuais, irreverentes e inteligentes que conheço. Poucos conseguem manter a vitalidade em tanto tempo de carreira no cinema, no teatro e até na TV. A energia dele continua viva porque ele é imortal. Devo a Raul a minha volta ao teatro. Para mim ele continua dando risada, irônico, maldoso, nada careta. Toda a vitalidade dele deve seguir de exemplo no trabalho e na vida.? JOSÉ RENATO, diretor teatral - ?Muito mais que um ator, um grande amigo, um companheiro de caminhada, de lutas. Abriu muitos caminhos para a classe teatral.? ADERBAL FREIRE-FILHO, diretor teatral - ?Sou um grande admirador do trabalho de Raul Cortez. Sem dúvida alguma era um dos grandes atores do teatro brasileiro. O primeiríssimo.? ANTUNES FILHO, diretor teatral - ?Caiu como um raio para mim essa notícia. Mais que um ator, é a perda do amigo. A gente se admirava e brigava, se xingava e se abraçava, o que era ótimo. Foi aqui, nesse palco, que fizemos juntos Quem Tem Medo de Virgínia Woolf? e depois tantas coisas. Mas não é do profissional que quero falar, mas do amigo de botequinadas no Gigetto. Nossa vida foi bonita, pena que tudo tenha de acabar assim.? ANTONIO ARAUJO, diretor teatral - ?Era um ótimo ator, estava entre os grandes nomes, não apenas do teatro, como do cinema e TV. Sempre procurou abrir espaço para a classe teatral.? DENISE FRAGA, atriz - ?É uma grande perda. Era um grande ator que merece todas as homenagens. É hora de lembra tudo de bom que ele fez.? ALCIONE ARAÚJO, dramaturgo e escritor - Tinha uma elegância pessoal que emprestava altivez a todos os personagens que fazia. Como ator, nunca teve medo de desafios. Deixa uma história muito bonita na arte de interpretar. É uma lástima.? LUCÉLIA SANTOS, atriz - ?Fiquei chocada. Fizemos juntos a peça Rasga Coração (de Oduvaldo Vianna Filho), em 1979, e foi uma experiência inexplicável. Tenho as melhores lembranças do mundo dele como ator e como homem.? OSWALDO MENDES, diretor teatral - ?Raul é um amigo que ficará para sempre. Sempre foi solidário, tanto para os amigos, como para a classe teatral. Além de ser um bom ator, foi corajoso, fez espetáculos que muitos não tiveram coragem de fazer. Estava sempre aberto ao novo, essa era a sua marca.?

Agencia Estado,

19 de julho de 2006 | 00h28

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