Artistas criticam falta de espaço para peças de câmara

'O brasileiro é um povo musical. A cada festival vejo mais jovens bons se interessando pela música, diz Ricardo Santoro

O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2013 | 02h09

Paulo e Ricardo Santoro veem a música clássica no País como um cenário paradoxal, uma via que conduz a caminhos opostos. O lado positivo mostra o crescente interesse da juventude em obter formação erudita. "O brasileiro é um povo musical. A cada festival vejo mais jovens bons se interessando pela música", diz Ricardo, que cita projetos sociais que despertam o interesse de jovens de comunidades carentes.

Ao mesmo tempo, há cada vez menos espaços no Rio para a prática de música de câmara. São locais como o Instituto Brasileiro de Administração Municipal, que durante mais de 30 anos realizou concertos gratuitos semanais, o Espaço Cultural Finep, que descontinuou suas atividades musicais neste ano, e a Sala Cecília Meirelles, em reforma.

As que restam são iniciativas individuais, como da Academia Brasileira de Letras, que realiza concertos mensais. "É muito pouco para o Rio. Não só pela cidade mas pelo número de músicos. É triste ver os espaços se fechando para a música de câmara." / H.A.S.

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