Nilton Fukuda/AE
Nilton Fukuda/AE

Artista mexicano usa Tamanduateí como inspiração

Intervenção de Hector Zamora expõe a degradação do rio - e da própria cidade

Marina Vaz,

08 de outubro de 2010 | 06h00

Por quatro meses, Hector Zamora percorreu rios de São Paulo em busca de um local para sua obra. O córrego do Tamanduateí, que cruza uma das regiões mais degradadas da cidade, foi o eleito para abrigar Errante. A intervenção do artista mexicano é formada por oito grandes árvores de espécies brasileiras (como o ipê rosa) que, plantadas em grandes vasos metálicos, ficam suspensas sobre o rio por meio de cabos de aço.

A ação - que faz parte do projeto Margem, do Itaú Cultural, e tem curadoria de Guilherme Wisnik - focou o trecho do rio em que é possível andar a pé pelas margens. A obra tem como ‘vizinhos’ o Edifício São Vito (em processo de demolição) e o Mercado Municipal. "As árvores se equilibram apenas pela tensão dos cabos", diz o artista. "Elas estão em uma situação extrema, assim como seu entorno: a cidade e o rio poluído."

Tudo o que sabemos sobre:
TamanduateírioHector Zamora

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.