Artista japonesa viaja o mundo em "cápsula do tempo"

Uma cápsula de acrílico transparente em frente a lugares como as pirâmides egípcias ou o prédio do Congresso Nacional, em Brasília, é algo que chama a atenção dos passantes. Mais ainda quando dentro dela está uma pequena japonesa meditando em um macacão de lycra. O trabalho da artista Mariko Mori, em exposição na Albion Gallery, em Londres, funciona como uma metáfora para uma viagem no tempo, conectando passado, presente e futuro.Foram 11 anos de viagens ao redor do mundo, em que Mori passou por treze cidades diferentes. Em cada uma delas, ela sentia a energia do lugar e decidia quanto tempo passaria dentro do seu ovo de acrílico. Em Xangai, ela meditou por mais de uma hora. Já no Camboja, o calor não permitiu que ela agüentasse tanto tempo.O resultado é Começo do Fim, a exibição que traz 13 fotos panorâmicas da experiência organizadas em três anéis de 6,5 metros de diâmetro.Viagem no tempoAs fotografias - que representam passado, presente e futuro - foram tiradas em cidades que presenciaram o início das civilizações, como Giza, no Egito, e Tiahuanaco, na Bolívia, áreas urbanas contemporâneas, como Times Square, em Nova York, e Piccadilly Circus, em Londres, e cidades futuristas, como Brasília e Xangai, na China."O título da série, Começo do Fim, é bastante literal: ele significa ao mesmo tempo o começo do fim e o fim do começo. A relação tempo-espaço é vista não como um fluxo linear, mas como uma rede entrelaçada no estilo matrix", explica Mariko Mori.Enquanto nas areias do deserto a cápsula parece uma visão surreal, uma aparição do futuro, entre os prédios modernosos de Xangai ela quase se mistura ao ambiente. Segundo os organizadores da mostra, "Mori se apresenta a partir do isolamento de sua cápsula de acrílico em alguns dos locais mais famosos do mundo, provocando um diálogo entre o influxo do cruzamento de culturas e o alcance de uma paz interna constante".

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