Artista imprime bichos brasileiros em calendário

Em busca de um tema que pudesse mostrar a fauna brasileira, a artista plástica Lúcia Mendonça criou para o grupo Pem Setal (do setor químico e petroquímico), o calendário temático 2001, com 12 gravuras, feitas originalmente em aquarela, sobre animais silvestres, expostos a partir de quarta-feira até dia 03 de dezembro, no Museu da Casa da Fazenda.A exposição também conta com diferentes obras da artista exibidas nos últimos cinco anos, sempre focadas na fauna e na flora. Flores campestres, frutas conhecidas e cultivadas direto do pomar servem de inspiração para esta detalhista que gosta de observar a natureza.Para pintar as telas de 2001, Lúcia escolheu bichos conhecidos do público, aqueles facilmente encontrados no zoológico ou mesmo na mata, como o tatu, a onça pintada e a capivara, que foram primeiramente fotografados. "Queria observar as diferentes posições e a foto me possibilitou isso", explica a artista que vem fazendo calendários para a Setal desde 1995, sob o mesmo tema: natureza. "O interessante é que muitas pessoas transformam as gravuras em quadros."Acostumada a participar de todo o processo, desde a escolha do material, local e finalização nas gráficas, Lúcia se diz satisfeita com o resultado, que acaba absorvendo-a todo o ano. "Recebo e-mails e cartas de pessoas que se interessam pelo assunto e isso me deixa satisfeita", diz a artista que escolheu a dedo os bichos para cada mês do ano. Não é por menos que, no mês das férias, o bicho que ilustra o calendário é o preguiça.A "folhona" será distribuído nas empresas parceiras da Pem Setal, num total de 300 cidades brasileiras e cerca de 27 países. Uma iniciativa cultural que começou em 1995 (com os calendários) e ano passado ganhou impulso com a parceria da Fundação Abrinq para o projeto que levava menores de rua e da escola pública aos museus. A idéia agradou tanto que servirá de sugestão às escolas municipais logo em breve.

Agencia Estado,

29 de novembro de 2000 | 19h04

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