Artefacto comemora seus 30 anos

Há 30 anos, a primeira loja de móveis Artefacto foi aberta na Rua Teodoro Sampaio, no bairro de Pinheiros. No começo, era ainda pequena como muitas outras, mas hoje se pode dizer que a marca é uma "grife" do mobiliário e design, como afirma o diretor de Mercado da rede, Eduardo Felipe Machado: a Artefacto conta com lojas para além de São Paulo - 11 por todo o País -; e, mais ainda, para além do Brasil - 5 no exterior, sendo que para o próximo ano já se tem a perspectiva de abertura de mais 2 nos EUA (em Tampa e New Jersey). Atualmente, a marca tem cerca de 450 produtos lançados, entre estofados e móveis sempre feitos a partir de fibra natural e madeiras de reflorestamento. E para celebrar mais um ano de atividades, a rede inaugura no domingo, em seu espaço na Rua Haddock Lobo, a 15ª Mostra Artefacto de Design Contemporâneo, que nesta edição tem o patrocínio do Banco Real. Não se trata de uma mostra para apresentar isoladamente os mais de 60 produtos da coleção 2006. Na verdade, as novas criações povoam 22 ambientes criados especialmente para a ocasião por 29 arquitetos, decoradores e paisagistas. Como há a efeméride de seus 30 anos, além de apresentar a mostra e fazer uma revista, a Artefacto vai lançar em junho livro organizado pelo jornalista Sergio Zobaran em que se conta a trajetória da marca; e aproveita para lançar a linha Artefacto Experience em que "explora os sentidos", como diz Machado. Para o olfato foi criado um novo perfume de ambiente; para audição, um CD com as músicas que tocam nas lojas; para o tato (e visão), a dupla Attilio Baschera e Gregório Kramer já está preparando uma coleção especial de tecidos com diferentes texturas e padronagens. "Ela é toda baseada na cena brasileira, há estamparia com paisagens rurais, há o colorido do Brasil", completa Machado. Para o sentido da visão também está englobado, obviamente, o showroom desta mostra. Como diz o diretor de Estilo da marca, Wair de Paula, na edição deste ano predomina a inspiração no universo afro-europeu. "Não conseguimos ser um referencial se não nos voltamos para nossas raízes", afirma ele lembrando o processo de internacionalização da rede. "Mas não se trata de fazer algo folclórico, é um passeio de épocas que vai da busca nas raízes africanas à mescla com o design francês e italiano", continua o diretor de Estilo. Ele cita algumas características principais presentes nos produtos e nos ambientes: o uso de madeiras de origem africana como o ébano e o zebrano e de cores cruas e marrom; e um caráter "ornamentalista" inspirado nos africanos com seus colares e ornamentos. "Há muitos enfeites nos ambientes, o que é incomum" - nota-se também maior uso de esculturas africanas. Por exemplo, no espaço criado pela dupla Ricardo Scheibel e Roberto Cimino há mistura de penas como ornamento de um vaso; menção à azulejaria colonial portuguesa e à arte moderna brasileira, representada por Tarsila; um ventilador com abas de palha. No ambiente "que poderia ser de Paris", como diz Wair, de Beto Galvez e Nórea de Vitto, um dos vasos é enfeitado com colares. 15.ª Mostra Artefacto Banco Real de Design Contemporâneo. Artefacto. Rua Haddock Lobo, 1.405, 3087-7000. 2.ª a 6.ª, 10 h às 20 h; sáb., até 18 h. Abertura domingo, 10 h

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