Arte está no auge da falsificação na Colômbia

A falsificação e roubo de obras de arte é um delito cada vez mais freqüente na Colômbia, de onde as falsificações são enviadas para o Equador, Venezuela e América Central, segundo dados do Departamento Administrativo de Segurança da Colômbia (DAS). O órgão calculou que a falsificação e o roubo de obras de arte supera os US$ 474.000.O historiador de arte espanhol Francisco Gil Tovar vinculou ao aumento de casos de falsificação e roubo de obras artísticas aos "grandes capitais ilícitos do narcotráfico que fizeram do comércio de arte nesse país uma loucura". Segundo ele, "sem esse dinheiro, não se haveria produzido a indústria de clonagem que existe hoje".Tovar advirtiu também que tais cópias não se limitam à arte colombiana. "Falsificam muito bem - tecnicamente falando - Miró, Picasso e até Dalí". Entre as obras que mais se copiam ilegalmente se encontram as elaboradas por pintores e escultores colombianos con reconhecimento internacional, como Fernando Botero, Rodrigo Arenas, Alejandro Obregón, David Manzur e o artista colombiano-peruano Armando Villegas, entre outros.

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