Arte do pós-guerra bate recorde em leilão da Christie's

Arte do pós-guerra bate recorde em leilão da Christie's

A tela 'Laranja, Vermelho, Amarela' de Mark Rothko foi vendida por mais de 86 milhões de dólares

CHRIS MICHAUD, REUTERS

09 de maio de 2012 | 10h07

Uma pintura a óleo feita por Mark Rothko em 1961 foi arrematada por quase 87 milhões de dólares, um novo recorde para obras posteriores à 2a Guerra Mundial, e trabalhos de Gerhard Richter, Jackson Pollock, Yves Klein e Alexander Calder também alcançaram valores excepcionais no leilão da casa Christie's, na terça-feira.

Os leiloeiros previam arrecadar 236 a 330 milhões de dólares, mas o leilão acabou conseguindo 388,5 milhões, incluindo as comissões. "Foi fenomenal", disse Koji Inoue, especialista da Christie's encarregado da venda. "Foi algo sem precedentes."

A obra mais valiosa foi Laranja, Vermelho, Amarela, tela de Rothko de grande porte oriunda da coleção Pincus, vendida por 86.882.500 dólares. O recorde anterior do artista era de 72,84 milhões, e a obra mais cara do pós-guerra até então era Tríptico, 1976, de Francis Bacon, vendida por 86,3 milhões de dólares em 2008.

Só 3 dos 59 lotes deixaram de ser vendidos. A intensa disputa entre os interessados fez com que as obras mais cobiçadas saíssem por valores muito superiores às estimativas iniciais.

Isso parece confirmar a tese dos leiloeiros de que o mercado da arte, ao menos nos seus escalões mais elevados, desafia as dificuldades econômicas mundiais.

"O mercado realmente respondeu", disse Brett Gorvy, chefe de arte do pós-guerra e contemporânea da Christie's. Ele disse que houve lances vultosos de compradores do mundo todo, "e também lances norte-americanos incrivelmente fortes".

"Vimos colecionadores muito experientes, e também novos colecionadores surgindo", disse Gorvy.

Cinco obras superaram os 20 milhões de dólares, e 11 dos 40 artistas representados bateram seus recordes pessoais.

O acervo do mecenas e filantropo David Pincus, de Filadélfia, que morreu em dezembro, alcançou 175 milhões de dólares, bem acima da estimativa inicial de 100 milhões.

O leilão da Christie's termina na quarta-feira. No mesmo dia, a Sotheby's inicia uma venda de obras do pós-guerra.

A Sotheby's na semana passada estabeleceu um recorde nos leilões de arte ao vender a tela O Grito, de Edvard Munch, por 120 milhões de dólares.

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