Arte dissocia imagem negativa do Islã

PARIS - Pouco a pouco, o Ocidente começa a se desvincular da imagem negativa do Islã provocada pelos atentados do 11 de Setembro, e a Primavera Árabe deu o impulso que faltava para que a arte islâmica recebesse cada vez mais atenção de museus do mundo inteiro. Três mecas das artes, França, Grã-Bretanha e Estados Unidos, encabeçam a lista de países que têm aberto espaços para a cultura islâmica - sistematicamente com o apoio financeiro de mecenas sauditas e de outros países árabes.

LÚCIA MÜZELL, ESPECIAL PARA O 'ESTADO',

14 de agosto de 2012 | 03h08

O departamento de Artes Islâmicas de Louvre é o mais recente destes projetos, mas a França conta com diversas outras salas. Este foi o tema escolhido para a principal mostra do verão do Museu de Bela Artes de Lyon, até setembro. Em 2010, foi aberto no 19o distrito de Paris, o Instituto de Culturas do Islã, um espaço de exposições culturais mas também de debates sobre o Islã contemporâneo. O pioneiro do gênero havia sido o ultramoderno Instituto do Mundo Árabe, uma obra-prima arquitetônica assinada por Jean Nouvel, situado às margens do rio Sena e no Quartier Latin.

Porém o exemplo que mais impressionante vem - não por coincidência - dos EUA, onde os projetos afloram por todos os lados. O Metropolitan Museum of Art, em Nova York, reabriu no ano passado a sua galeria de artes islâmicas, separadas pela origem geográfica, após uma completa reforma. O espaço foi ampliado para acolher quase 12,5 mil peças. O mesmo aconteceu no Detroit Institute of Arts Museum e no Los Angeles County Museum of Art, que aumentou a frequência de exposições temporárias dedicadas a esta cultura.

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