Arte além do vídeo no panorama do festival

O processo de renovação e mudança do Videobrasil, agora um festival de arte contemporânea, equipara o evento ao caráter de uma Bienal. "Aqui, a gente corre mais risco", diz Solange Farkas, diretora e curadora geral do Videobrasil. "A Bienal, talvez, é muito engessada por seus padrões institucionais", continua Solange, reconhecendo que a oportunidade de ampliar o Videobrasil se dá também pela "independência" que o Sesc, realizador do festival, proporciona - afinal, a instituição dá aporte direto, sem uso de leis de incentivo, de montante entre R$ 5 e 6 milhões.

O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2011 | 03h06

Com isso, foi possível fazer agora em São Paulo uma exposição de peso de um artista como Olafur Eliasson, o que inclui, ainda, ramificar o Videobrasil por três espaços da cidade. Mas o festival não é apenas a mostra de Olafur - conserva seu segmento importante de apresentar e premiar obras que foram selecionadas a partir de um edital que recebeu, nesta edição, 1,3 mil inscrições.

A mostra Panoramas do Sul, no Sesc Belenzinho, é formada por quatro núcleos - Cartografias do Afeto, Natureza e Cultura, Paisagens Políticas e Dispositivos Óticos -, apresentando obras de gêneros diversos, além do vídeo "que já tem seu lugar", mas apostando na chamada "produção do Sul", leitmotiv do festival, diz Solange. Artistas novos são revelados, gerações misturadas, e a curadora chama a atenção para a produção da Colômbia (destaque para Edwin Sanchez) e de Israel, esta, que é ainda exibida em programação paralela amanhã e domingo no Centro da Cultura Judaica. / C.M.

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