Arte adentro

Selecionamos algumas obras imperdíveis da 29ª Bienal de São Paulo, que começa amanhã

24 de setembro de 2010 | 07h56

 

 

A Bienal está diferente. Cada vez mais, a exposição criada em 1951 por Ciccillo Matarazzo não é mais só das artes plásticas. Nesta 29ª edição, teatro, dança e cinema dividem espaço com obras vindas de dezenas de países, principalmente da América Latina. A Bienal de São Paulo também está mais poética. Trechos literários ‘batizam’ espaços de convivência e descanso espalhados pelo pavilhão e até seu tema, ‘arte e política’, é representado por um verso - "Há sempre um copo de mar para um homem navegar", do poeta Jorge de Lima. No evento, trabalhos de jovens artistas são exibidas ao lado de nomes ‘históricos’, como Flávio de Carvalho e Hélio Oiticica. Isso porque esta edição pretende mostrar "tudo aquilo que nos ajuda a pensar o mundo de hoje", como ressalta Moacir dos Anjos, curador-chefe da mostra, ao lado de Agnaldo Farias. Selecionamos ‘um copo’ de tudo o que há na Bienal. Agora, cabe a você navegar.

Os números:

30 de reais é o orçamento da 29ª Bienal. Na última edição, em 2008, foram investidos ‘só’ R$ 8 milhões.

850 de 159 artistas de todo o mundo ocupam o Pavilhão da Bienal, no Ibirapuera, onde acontece o evento.

1 milhão de pessoas é o público estimado que visitará a Bienal durante os próximos três meses

 

 

 

29ª Bienal de São Paulo

ONDE: Pavilhão da Bienal. Pq. do Ibirapuera. Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 3, 5576-7600.

QUANDO: 9h/18h (5ª e 6ª, 9h/21h). Abre sáb. (25), 10h. Até 12/12.

QUANTO: Grátis.

 

 

As principais atrações

O cinema também tem espaço garantido na 29ª Bienal. Grandes diretores, como o inglês Steve McQueen, o francês Godard e o premiado tailandês Apichatpong, integram o evento com vídeo-instalações.

 

Manifestação visual bastante ligada ao tema ‘arte e política’, a pichação aparece na 29ª Bienal por meio de registros em fotos e vídeos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 

Três urubus vão morar em um gigante ‘viveiro’ que ocupa os três andares do pavilhão. A obra ‘Bandeira Branca’, de Nuno Ramos, é composta por bases de granito preto e cercada por telas de proteção. No espaço, alto-falantes entoam canções como ‘Boi da Cara Preta’.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 No espaço criado pelo angolano Yonamine, exemplares do Estadão são a base para formas coloridas em serigrafia que remetem à arte urbana.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Antes da Bienal, Rochelle Costi instalou no pavilhão redes de dormir, escadas de madeira e livros gigantes. Os registros dessas intervenções estão em 13 fotografias.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Mesmo depois da polêmica com a OAB, que vê em suas obras uma suposta "apologia ao crime", os dez desenhos de Gil Vicente - em que ele ‘assassina’ líderes religiosos e políticos, como a rainha Elizabeth II -, foram mantidos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Faixas verticais feitas de tecido de juta pigmentado são penduradas no teto para compor a obra de Amelia Toledo, A instalação ‘Campos de Cor’ faz com que o visitante se sinta em meio a um labirinto de telas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Cabeças de rato, porco, galo e outros animais são esculpidas em bronze e exibidas em círculo por Ai Wei Wei. As 12 esculturas reproduzem os animais-símbolos do horóscopo chinês.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Recortes de revistas e livros são usados por Marcelo Silveira para formar paisagens quase abstratas, sempre em preto e branco. O artista pernambucano exibe 15 colagens.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 Inspirados na música ‘Brasil Pandeiro’, de Assis Valente, os curadores batizaram os seis espaços para descanso e convivência, debates e apresentações culturais da Bienal (veja a programação ao lado). Os ‘terreiros’, criados por artistas e arquitetos, estão por todo o pavilhão (um fica do lado de fora). O de Marilá Dardot e Fábio Morais (foto) é um labirinto literário.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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