Arquiteto franco-suíço assina novo prédio do MAC

A nova sede do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (MAC-USP) será construída em um terreno de 10 mil metros quadrados localizado na Água Branca, em São Paulo, a partir de projeto desenvolvido pelo arquiteto franco-suíço Bernard Tschumi. O anúncio foi feito na tarde desta quarta-feira pela Associação de Amigos do Museu de Arte Contemporânea (Amac), entidade responsável pelo desenvolvimento e execução do prédio, batizado de MAC/21. O arquiteto japonês Arata Isozaki e os brasileiros Eduardo de Almeida e Paulo Mendes da Rocha eram os outros concorrentes.Segundo Elmira Nogueira Batista, presidente da Amac, Tschumi foi escolhido em consenso pelos sete membros do júri, composto por brasileiros e estrangeiros. O processo de eleição, finalizado na tarde de terça-feira, foi orçado em R$ 187 mil - R$ 100 mil financiados pelo Ministério da Cultura, R$ 87 mil oriundos da própria Amac. Para a execução do novo prédio, no entanto, o montante é bem maior. O professor José Teixeira Coelho Neto, atual diretor do MAC, calcula que o investimento seja de R$ 25 milhões, que devem ser obtidos por meio de acordo entre a iniciativa privada, a Universidade de São Paulo e os órgãos de administração pública. Após o anúncio do projeto vencedor, a comissão que gere o empreendimento pretende concluir o trabalho de pesquisa técnica e administrativa em três meses. Caberá ao arquiteto o detalhamento do mesmo. Finalizada essa etapa, as obras têm início. Fato que pode ocorrer ainda este ano, na projeção otimista de Elmira. No entanto, a concessão de exploração do terreno ainda necessita ser submetida à aprovação da Câmara dos Vereadores, processo que deve levar um mês. O novo prédio do MAC, assim que concluído, será doado pela Amac ao Museu Universitário, que ficará responsável por gerí-lo. "O MAC não pode ser uma coisa egoista, ficar fechado em uma universidade que não é aberta nem aos domingos", afirma Elmira, questionando a atual situação do acervo do museu, o principal da América Latina no gênero. A presidente da Amac defende ser a escolha de um arquiteto estrangeiro fundamental para o desenvolvimento da arquitetura nacional. Para ela, a carência de construções do tipo no Brasil, nos últimos 50 anos, deixou os profissionais defasados em relação aos norte-americanos e europeus. ?Os estrangeiros possuem uma série de soluções técnicas que não são usuais por aqui, justamente pela falta de demanda?, afirmou.Participaram da eleição, que ocorreu na tarde de terça-feira e durou cerca de 14 horas, os arquitetos Frederick Fisher, Walter Zanini, primeiro diretor do MAC, Augustín Arteaga, atual diretor do MALBA de Buenos Aires, Martin Fourcade, autor do projeto do Museu Constantini, também de Buenos Aires e Jorge Wilheim, secretário municipal de planejamento urbano, além do professor José Teixeira Coelho Neto, da professora Jessie Otto Hitte, da Universidade do Texas, e da artista plástica Regina Silveira.

Agencia Estado,

05 de setembro de 2001 | 22h21

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.