Arquiteto assume Programa Monumenta

O arquiteto Marcelo Carvalho Ferrazfoi convidado e aceitou o convite do ministro Gilberto Gil paraassumir o programa Monumenta (Programa de Preservação doPatrimônio Histórico Urbano), que é mantido por associação entreo Ministério da Cultura e o Banco Interamericano deDesenvolvimento (BID).Ferraz, ex-auxiliar da arquiteta Lina Bo Bardi (foi umdos idealizadores do Sesc Pompéia) e ex-diretor da Fundação LinaBo e P.M. Bardi, de São Paulo, vai suceder Pedro Taddei Neto,que conduz o Monumenta desde 1999. No dia 30 de dezembro, oMinistério da Cultura publicou edital para o programa depreservação anunciando recursos de US$ 63 milhões para os sítioshistóricos determinados - desde que se habilitassem conforme asregras estabelecidas."Fui indicado, já aceitei", disse Ferraz. "Aindapreciso tomar pé da situação para falar sobre o programa, mastopei o desafio, acho a equipe legal e é um time interessanteque vai gerir a cultura", afirmou. Ele também disse que vai seafastar da direção do escritório Brasil Arquitetura, do qual ésócio em São Paulo, para não criar problemas para o ministério.Ferraz deverá atuar em colaboração estreita com MariaElisa Costa, a nova presidente do Instituto do PatrimônioHistórico e Artístico Nacional (Iphan). Segundo o Iphan, cercade 50% dos imóveis históricos tombados no Brasil encontram-sedegradados e 25% deles estão exigindo algum tipo de obra derecuperação.O instituto também informa que aproximadamente doisterços desses imóveis históricos encontram-se abandonados ousubutilizados. Estima-se que, para recuperação integral dopatrimônio, sejam necessários recursos da ordem de US$ 1 bilhãoe mais US$ 50 milhões anuais para conservação dosinvestimentos.O programa Monumenta tem investimentos do BID e, na suaprimeira fase, selecionou áreas históricas de São Luís, Recife,Olinda, Ouro Preto, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo comoprioridades. O programa pressupõe uma contrapartida dos poderespúblicos e empresas privadas. Além dos recursos do empréstimo doBID, prevê-se o investimento de US$ 30 milhões de investimentosfederais, a fundo perdido; US$ 20 milhões de contrapartida dosEstados e municípios; US$ 12,5 milhões de patrocínios ainstituições e empresas privadas. A esses recursos, espera-seacrescentar cerca de US$ 75 milhões de investimentos privados,totalizando, portanto, US$ 200 milhões.Em sua primeira etapa de implantação (os primeiros 5anos), o Monumenta pretende mobilizar recursos da ordem de US$200 milhões. O MinC considera que é o maior investimento járealizado na área da cultura no País, em um único período degoverno.O Monumenta também pressupõe ações de outra natureza quenão a intervenção em sítios históricos. Entre elas, destacam-seas de educação e divulgação; promoção turística; capacitação eformação de mão-de-obra; reestruturação e fortalecimentoinstitucional.Um dos principais requisitos para as cidades quepretendem se habilitar às verbas do programa é o equilíbriofiscal que permita assumir o compromisso de aportar acontrapartida. "É necessário ao interessado demonstrar geraçãode poupança líquida positiva nos três últimos balançospublicados", diz o texto da licitação.

Agencia Estado,

10 de janeiro de 2003 | 16h08

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