Arqueóloga italiana descobre 'templo mais antigo' do Chipre

Construção na região Pyrgos-Mavroraki seria mil anos anterior a qualquer outro achado deste tipo no país

Michele Kambas, Reuters

27 de março de 2009 | 11h46

Uma arqueóloga italiana descobriu o que acredita ser o mais antigo local de adoração religiosa do Chipre, um templo de cerca de 4 mil anos. A descoberta na região Pyrgos-Mavroraki, perto da cidade de Limassol, no sul do país, é anterior pelo menos mil anos a qualquer outro achado no Chipre, segundo a arqueóloga italiana Maria Rosaria Belgiorno. "Esta é a primeira evidência de religião no Chipre no início do segundo milênio a.C (antes de Cristo)", disse Belgiorno, a partir de Roma, ao jornal Cyprus Weekly.

 

O Departamento de Antiguidades do Chipre disse que outras investigações serão feitas antes que a descoberta possa ser confirmada. "Nós não podemos descartar as hipóteses, mas também não podemos confirmá-las", disse à Reuters Maria Hadjicosti, funcionária do departamento.

 

Belgiorno disse que encontrou o contorno de um templo de forma triangular, com dois quartos, no local da descoberta. Havia um altar de sacrifícios envolto por um canal dos dois lados. "Nós não encontramos estátuas, mas há evidências de que este seja um templo monoteísta", disse ela. Foi provavelmente destruído por um terremoto e abandonado no ano 1.800 a.C.

 

Nas religiões antigas, triângulos simbolizavam passagens espirituais ou personificavam três deuses diferentes. No passado, o local Pyrgos-Mavroraki também rendeu descobertas desde uma antiga perfumaria até um dos mais antigos registros de como o azeite de oliva era utilizado para acender fornalhas.

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