"Arq-móvel" satiriza o inferno das ruas

No trânsito a semana inteira e, agora, no sábado também? É o que propõe a bailarina, coreógrafa e atriz Andrea Jabor com um espetáculo literalmente passado dentro de uma Parati 83 azul. O cenário é o estacionamento da Oficina Cultural Oswald de Andrade, às 20 horas, com espaço para 300 pessoas assistirem do lado de fora as cenas de um inferno cotidiano - mas, ainda assim, inusitadas.Chama-se Arq-Móvel - Estamos em Trânsito e o que a peça mostra é isso mesmo: uma alegoria do dia-a-dia de todos os que passam horas engarrafados, com o imaginário correndo solto e, desta vez, tornado visível por Andrea. São cinco atores-bailarinos com movimentos similares àqueles de um automóvel, com muita teatralidade e as rasgadas cômicas que podem até curar os neuróticos do trânsito. Os atores usam macacão, entram com uma roupa pela traseira da Parati e saem pela porta da frente com outro figurino, viram manobristas, flanelinhas, garagistas. É o universo das ruas num contexto mágico.Além de Angela Blazo, Flavio Reis, Flávio de Souza e Edi Carlos Souza, a própria Andrea faz parte do elenco. De movimento, ela entende. Criadora da escola Arquitetura do Movimento, que funciona no bairro carioca do Flamengo, ela coreografou o Auto das Águas no ano passado, todo encenado dentro de um barco, num mar imaginário. Integrando dança, música e artes plásticas, há três anos, ela criou De Areia e De Mar onde o cenário, de areia, era feito e desfeito por um artista na hora, montado sobre o palco enquanto Andrea dançava.Leia Mais

Agencia Estado,

09 de fevereiro de 2001 | 16h05

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