Ari Borger

Pianista e compositor com três elogiados CDs lançados, ele faz a primeira turnê internacional com seu quarteto, tocando um mix de Soul, Jazz, Funk, Blues e MBP

Lauro Lisboa Garcia, O Estado de S.Paulo

24 Abril 2011 | 00h00

Esta é sua primeira viagem internacional com o quarteto AB4, desde a formação há cinco anos. Como surgiu essa oportunidade de tocar shows no Leste Europeu e quais suas expectativas?

Quando lançamos o CD Backyard Jam no ano passado, fiz muitos contatos pela internet. Isso ajudou muito. Há vários sites com os festivais de jazz disponíveis e você pode se conectar com o produtor e apresentar seu material. Sairemos daqui no dia 8 de maio, vamos tocar duas noites em Bucareste (Romênia), no Eurofest, depois tocamos em clubes de jazz em Budapeste (Hungria) e no Sul da Áustria e em outros festivais em Novo Mesto (Eslovênia) e Rijeka (Croácia). Nossa expectativa é grande. Acho que vai ter um resultado positivo, no sentido de voltar para lá, porque são festivais grandes e a gente deve fazer muitos contatos. A primeira vez é mais difícil. Vamos viajar de carro pela região, porque é tudo meio perto.

Você gravou blues em seu primeiro álbum. No segundo, já com o AB4, misturava soul, funk e jazz. No terceiro há elementos de ritmos brasileiros. Para onde caminha sua música agora e o que vocês vão mostrar na turnê?

Vai ter um pouco de cada fase, principalmente essa mistura de música brasileira com funk, soul, com órgão Hammond. Mas soaria falso se fizesse um próximo disco voltado para a música brasileira porque é legal levar isso para o mercado internacional, porque não está no meu sangue, embora tenha alguma influência do samba-jazz.

O campo de atuação para quem faz música instrumental no Brasil é bastante restrito. Como você vê a situação?

Acho que desde que comecei está estagnado. O que a gente tem aqui são o Sesc, que é o principal espaço para quem faz música instrumental, festivais e projetos via editais, que é um tiro no escuro. Não se sabe quem vai ser selecionado, quem está na comissão julgadora. Os festivais são poucos, faço eventos corporativos, que dão uma grana boa.

Hoje você parece estar bem estabelecido. Como foi início?

Comecei com 16 anos. Tocava em botecos, em bailes. Com 20 anos, parei de tocar na noite, comecei a me dedicar ao blues, fui para os EUA com 26. Hoje sou casado com uma médica, tenho um filho de 15 anos e outro de 2, durmo e acordo mais cedo.

ONDE

Due Cuochi Cucina

Rua Manuel Guedes, 93, tel. 3078-8092, Itaim. Matriz do restaurante italiano, com 74 lugares, comandada pelo chef Paulo Barroso de Barros.

O QUÊ

Massa, carne, vinho e água

Borger pediu raviolini de gema de ovo caipira, paleta de cordeiro assado, duas taças de vinho Montepulciano d"Ambruzzo, água e café expresso.

POR QUÊ

Qualidade e preço

"É um dos restaurantes de gastronomia italiana requintada que vale a pena pelo custo-benefício. E ainda me sinto à vontade aqui", diz.

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