Argentinos são os outros!

Nada a ver

Tutty Vasques, O Estado de S.Paulo

24 Junho 2014 | 02h06

Ronaldo não precisa ficar

envergonhado por dividir desde

sábado o recorde de gols em Copas do Mundo com o alemão Klose. De um mês pra cá, como se sabe, o

Fenômeno deu pra sentir vergonha de tudo que acontece nesta Copa.

Diplomacia em jogo

Entreouvido ontem na reabertura dos trabalhos da ONU, numa roda de diplomatas apaixonados pelo futebol, acerca da Copa no Brasil: "Só

mesmo a Argentina para fazer

todo mundo torcer pelo Irã!".

Grandes coisas

Barack Obama tornou-se o primeiro presidente do mundo a ganhar

um busto feito com escâneres e

impressoras 3D. Isso quer dizer o

seguinte: nada, rigorosamente nada!

Macaca expiatória

Começou a caça às bruxas em Lisboa: "Quem foi o estúpido que inventou de transformar a Ponte Preta na casa da seleção de Portugal no Brasil, ó pá?!" - perguntam-se os gajos uns ao outros no Chiado.

Persona non grata

Muito mais que uma vaga nas

oitavas de final, Itália x Uruguai põe em jogo nesta terça-feira,

em Natal, a fama de pé-frio de Mick Jagger, que no domingo

apostou todas as suas fichas

no time de Bufon, Pirlo & Cia.

Uma vitória dos uruguaios

pode até cancelar a vinda do

cantor ao Brasil por absoluta

falta de clima para ele nos

estádios da Copa. Ingleses

e portugueses foram as

primeiras vítimas dos

prognósticos positivos do

líder dos Rolling Stones.

A Espanha foi a primeira a mostrar que não é mais aquela - o que assistimos nesta Copa foi, sabe-se agora, a ex-Espanha. A Bélgica, cá pra nós, também não é essa Bélgica toda que falavam, mas é fora de campo que a questão da identidade nacional no planeta bola mais surpreende o observador brasileiro: os verdadeiros argentinos - pasmem! - são chilenos!

Sabe aquele cara folgado, provocador, espaçoso, presunçoso, marrento e brigão, personagem que a rivalidade do futebol transformou em clichê de argentino muito além das fronteiras das arquibancadas? O estereótipo virou casaca! Sai por aí em bandos, aos gritos de chi-chi-chi-le-le-le, protagonizando a maioria das raras confusões extracampo nesta Copa.

O torcedor chileno está tão irreconhecível quanto a própria seleção do Chile, que ontem perdeu para a Holanda, mas andou jogando o que se esperava - e ainda não se viu - da Argentina. Enfim, como diz o Caetano, "a verdadeira Bahia é o Rio Grande do Sul".

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