JF Diorio/Estadão
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João Wady Cury
Palco, plateia e coxia
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Arcênico: Vinicius Calderoni solta 'Faísca'

A ideia é que cada episódio dure no máximo uma hora

João Wady Cury, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2017 | 02h00

O nome não poderia ser mais sugestivo: Faísca. É o nome do podcast que o dramaturgo, ator e músico (grupo 5 a Seco) Vinicius Calderoni está lançando, com a leitura de uma série de textos dramáticos por atrizes e atores. Ok, ok, o nome até poderia definir a fagulha da criação, mas, ao mesmo tempo, retrata o rapaz como poucas.

 

Acompanhado na empreitada por José Orenstein e Arthur Decloedt, as gravações começaram esta semana na produtora musical A Voz do Brasil com os dois primeiros programas: Como Produzir Água em Ambientes Inóspitos, texto de Silvia Gomez, com atuação de Mário Bortolotto e Yara de Novaes, e Fúcsia, de Chico Mattoso, com Marat Descartes e Victor Mendes. “Será um podcast quinzenal, com uma primeira temporada de 16 episódios, de abril a novembro”, conta Calderoni, que agora está finalizando a peça Chorume, que deverá entrar em cartaz ainda este ano.

Quanto ao Faísca, a ideia é que cada episódio dure no máximo uma hora, sendo meia hora de leitura da cena e meia de conversa sobre o texto e sobre a própria estranheza do formato. “Vai ser apresentado por mim e pelo Zé Orenstein, que vamos conduzir a entrevista no segundo bloco do programa. Legal é que cada episódio vai ter música original e desenho de som do Arthur Decloedt”, diz Calderoni. 

PRA BOTAR O BLOCO NO PALCO

Se o seu negócio não é a festa de Momo - ou, ainda que seja, e tem fôlego para uma sessão noturna no teatro - há uma série de peças em cartaz que manterão o ritmo normal de apresentações neste fim de semana prolongado, que começa hoje e vai até a Quarta de Cinzas (1.º de março). Então, não perca tempo: lugar de folião também é no teatro. Selecionei alguns espetáculos para o seu regozijo. Refestele-se, portanto. Basta escolher o seu espetáculo e vá se divertir com os amigos.

OS ADULTOS ESTÃO NA SALA

Primeira peça da Má Companhia, foi escrita por Michelle Ferreira (também ao lado, na seção 3 Perguntas...) e é também seu primeiro sucesso. Encerra a temporada neste fim de semana.

DIA: Hoje e amanhã, 21h. Domingo, 19h.

LOCAL:Teatro Arthur Azevedo, Av. Paes de Barros, 955 - Mooca. Tel.: 2605-8007.

PALAVRAS CORROMPIDAS

Encenado e dirigido por Matteo Bonfitto, o espetáculo parte do texto de Hugo von Hofmannsthal, Carta de Lorde Chandos. Mostra a crise de um escritor com as palavras e o que não pode ser escrito.

DIA: Hoje, às 21h30, sábado às 19h30 e domingo às 18h30. Até 12 de março.

LOCAL: Sesc Ipiranga. Rua Bom Pastor, 822, Ipiranga. Tel. 3340-2000.

BACANTES

O texto de Eurípides, encenado pelo Teatro Oficina, tem tudo para acabar na folia. Claro, depois das quatro horas de duração da peça. Mais dionisíaco que isso, impossível.

DIA: Sáb. (25) e dom. (26), 18h.

LOCAL: Teatro Oficina, Rua Jaceguai, 520, Bexiga. Tel. 3104-0678.

PLAYGROUND

O texto de Rajiv Joseph, finalista do Pulitzer de 2010, mostra o amor de Daniel e Karina desde seu encontro na infância até a vida madura. O elenco tem o ator Mateus Monteiro, indicado para o Prêmio Shell por este trabalho, e a atriz Lara Hassum. A direção é de Marco Antônio Pâmio, também indicado para o Shell pela peça.

DIA: Seg. (27) e ter. (28), às 21h. Encerra temporada na terça de carnaval. 

LOCAL: Viga Espaço Cênico, Rua Capote Valente, 1323 - Vila Madalena. 

Tel.: 3801-1843.

TEMPO DE VIVER

Texto de Carlos Colabone, a peça fala em seis imagens sobre amizade, memória e maturidade - assuntos constantes nestes nossos tempos de cólera.

DIA: Hoje e amanhã, às 21h. Domingo, às 20h. Encerra temporada domingo.

LOCAL: Centro Cultural São Paulo - Sala Missão. Rua Vergueiro, 1.000, Paraíso.

tel. 3397-4002. 

3 PERGUNTAS PARA MICHELE FERREIRA

Atriz, diretora e autora teatral, diz que não tem hobby: quando não está trabalhando, dorme.

1 - Qual personagem de teatro você se parece? 

Hamlet. Porque pareço louca, mas tenho método.

2 - Situação inusitada em cena

Já caí do palco, já desmaiei na coxia, já colei os dedos com SuperBonder dois minutos antes de uma apresentação. Mas a mais surreal de todas foi quando substituí de improviso a Flávia Strongolli numa apresentação de Os Adultos Estão na Sala. Foi como pular de paraquedas. Sem o paraquedas, claro.

3 - Dirigir, atuar ou escrever? 

Dirigir é difícil. Atuar é impossível. Escrever mata.

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