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João Wady Cury
Palco, plateia e coxia
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ArCênico: Primeiro Chekhov bate firme

Montagem de 'Por Que Vivemos', primeiro texto do autor russo, estreia dia 3 de julho no Centro Cultural do Banco do Brasil, no Rio

João Wady Cury, O Estado de S. Paulo

13 de junho de 2019 | 11h25

Uma propriedade rural, um professor, uma jovem viúva da aristocracia russa. Os elementos da peça Por Que Vivemos têm parentesco com outros textos de Anton Chekhov, não fosse este o primeiro deles. “O mais incrível é que todo o seu universo já está presente lá, está tudo no texto”, diz o diretor Marcio Abreu. No elenco estão Camila Pitanga, Rodrigo Bolzan, Josi Lopes, Cris Larin, Rodrigo dos Santos, Rodrigo Ferrarrini, Edson Rocha e Kauê Persona. Estreia dia 3 de julho no Centro Cultural do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. 

MEU NOME É PLATONOV 

Por Que Vivemos foi o nome escolhido pela trupe para traduzir as sensações e os motivos do primeiro texto dramatúrgico do escritor russo que levará ao palco. Não é seu nome oficial. Aliás, além de ser uma peça inacabada, não tem nome oficial, uma desgraceira, pois é uma peça sem nome. Alguns a chamam de Platonov, batizando-a dessa maneira em homenagem a um dos personagens da trama, o Professor Platonov.

EU NÃO TENHO NOME 

Apesar de o dramaturgo russo ter deixado o texto inacabado, o diretor Marcio Abreu traduz de forma poética o que representa o autor em sua vida desde esse primeiro texto: “Anton Chekhov é uma árvore frondosa que nos provoca a vontade de permanecermos à sua sombra”. Depois do Rio, a montagem seguirá para outras unidades do CCBB, como Belo Horizonte, Brasília e São Paulo. 

MEU NOME É CATE 

Em Londres, a montagem mais recente da peça do dramaturgo russo teve no elenco Cate Blanchett e Richard Roxburghe. A estreia se deu em agosto de 2015. Atendia por um singelo nome: The Present.

TEBAS, ÉDIPO E O SANTO

Estreia na sexta da semana que vem, 21, no Sesc 24 de Maio, no centro de São Paulo, a montagem carioca Tebas Land, do dramaturgo uruguaio Sergio Blanco – o mesmo de A Ira de Narciso e O Bramido de Dusseldorf, apresentado no último Mirada, em agosto do ano passado. Com direção de Victor Garcia Peralta, trata-se da história de um presidiário (Robson Torinni) e um dramaturgo (Otto Jr.), quando este decide escrever a história do crime cometido pelo primeiro, o assassinato de seu próprio pai. No fundo, a inspiração de Blanco foi o mito de Édipo e a vida de São Martinho de Tours, um santo europeu do século IV. A peça chega a São Paulo depois de três temporadas cariocas.

3 perguntas para Viviane Pasmanter:

1. O que é ser atriz?

Se transformar, se despir de seu ego. O paradoxo de se acreditar complemente ser um determinado personagem enquanto se tem a consciência plena de não ser. Uma busca infinita.

2. Com qual personagem se parece?

Nunca pensei sobre isso.

3. Qual é seu motto?

Viver todos os dias como se não houvesse amanhã.

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