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João Wady Cury
Palco, plateia e coxia
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ArCênico: Pancada seca na intolerância

As últimas informações sobre o mundo do teatro

João Wady Cury, O Estado de S.Paulo

02 de novembro de 2017 | 02h00

Preto, a nova montagem da Companhia Brasileira de Teatro, chegou no momento certo , este em que humanos metem os pés pelas mãos e decidem que sua visão de mundo é superior à dos outros e às favas com os direitos de expressão em Pindorama. Dirigida por Márcio Abreu e com elenco parrudo - Renata Sorrah, Grace Passô, Rodrigo Bolzan, Nadja Naira, Cassia Damasceno, Felipe Soares - discute as diferenças entre as pessoas, a intolerância, o racismo e dá respostas artísticas para o descalabro. A dramaturgia é de Márcio Abreu, Grace Passô e Nadja Naira. A estreia, marcada para o dia 9, no Sesc Campo Limpo, promete chacoalhar nossas cacholas.

É PRECISO CORAGEM

O Grupo XIX estreia a mais recente montagem, Intervenção Dalloway: Rio dos Malefícios do Diabo, num horário pra lá de inusitado: segunda a quinta-feira às 16h. A cada sessão, o elenco leva o público para perambular no Centro de São Paulo em pequenos grupos a partir da inspiração no romance de Virginia Wolf, Mrs Dalloway - quando um mulher de classe média alta sai para comprar flores. Criação coletiva e direção nas mãos do elenco (foto à direita), com formado por Janaina Leite, Juliana Sanches, Luiz Fernando Marques, Rodolfo Amorim e Ronaldo Serruya. Estreia dia 27 de novembro, no prédio histórico de número 9 da Praça Antônio Prado, no Centro, hoje ocupado por uma secretaria estadual, onde se inicia a itinerância do espetáculo.

TODOS PARA BERLIM

Depois de 20 anos, o lendário diretor alemão Frank Castorf estreia sua primeira peça fora do Volksbühnen, um dos templos da vanguarda teatral alemã graças à direção artística que imprimiu desde a década de 90. A estreia está marcada para o próximo 1 de dezembro em outro templo das artes cênicas na Alemanha: o Berliner Ensemble. Imperdível para quem estiver com as malas prontas para a Europa.

FUGINDO DE BERLIM

Se Castorf está com tudo e não está prosa seu sucessor no Volksbühnen tem vivido o inferno na Terra. Chris Dercon, ex-diretor do Tate Modern, em Londres, desde que assumiu o teatrão, mudou o rumo de vanguarda teatral para um modelo comercial. Deu no que deu: com os burros n’água. Ativistas invadiram e ocuparam, em represália, o Volksbühnen por três dias.

TEMPOS TORTURANTES

Mariana e Martha são irmãs. A primeira, que sofre de amnésia, recebe uma ligação que muda sua trajetória e a leva a resgatar a história de seus pais no período da Ditadura Militar no Brasil. No elenco Helio Cicero, também diretor, Luiza Curvo, Fernanda Viacava, Fernando Trauer. No Teatro Augusta, de quarta a sexta.

Mariana Lima Gostaria de ser escritora se não fosse atriz

1. Por que teatro?

Porque é vital pra mim. E pro outro. É expurgo, exercício de reflexão e alteridade, é incorporação e política.

2. O quê é ser atriz?

É uma dádiva e um fardo. Um exercício permanente de autodisciplina, perseverança, é saber morrer, quase sempre.

3. Frase arrebatadora.

“Quem é que vai me salvar de mim?”, em Apocalipse 1,11.

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